Logo após se encontrarem na final da Liga dos Campeões, Gabriel e Marquinhos se juntam à Seleção Brasileira para ancorar a defesa em busca do Hexa.
| Copa do Mundo | Odds |
| (Brasil x Marrocos) Brasil vencer a partida ter menos de 3.5 gols | Ainda não disponíveis |
| (Brasil x Haiti) Vitória do Brasil sem sofrer gols | 1.48 |
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Protagonismo na decisão da Champions League
Poucas equipes no futebol mundial poderiam se defender tão bem contra o PSG quanto o Arsenal conseguiu ao longo de 120 minutos, e isso claramente passa pelo excelente desempenho de Gabriel Magalhães na zaga. A infelicidade de ter errado a cobrança decisiva na disputa por pênaltis não pode de maneira alguma ofuscar o que foi uma grande atuação do zagueiro brasileiro, líder da partida com 15 contribuições defensivas.
Defendendo a área de uma equipe que passou a maior parte do jogo marcando dentro de seu próprio campo após abrir o placar cedo, Gabriel foi testado constantemente e se provou à altura do desafio. Apenas no primeiro tempo, Gabriel acumulou 8 bolas afastadas, o dobro de qualquer outro atleta neste recorte.
Embora tenha atuado dentro de um contexto de jogo completamente diferente, Marquinhos também teve um impacto enorme, liderando sua equipe em contribuições defensivas com 11. Trabalhando sem a mesma cobertura defensiva, o capitão do PSG muitas vezes se sobressaiu em disputas individuais, vencendo todos os três duelos pelo chão e seis de nove no geral.
Não à toa, os dois defensores brasileiros foram eleitos para o time da temporada da Liga dos Campeões, únicos representantes brasileiros nesta lista. Focando no desempenho em competições nacionais, Gabriel Magalhães acumulou seis bolas afastadas por jogo na Premier League e se mostrou peça-chave da melhor defesa do campeonato, que não foi vazada em 19 de seus 38 jogos.
Rotineiramente poupado na Ligue 1 para render o máximo na Champions League, Marquinhos venceu acima de 60% dos seus duelos aéreos e pelo chão ao longo de sua participação no torneio continental.
Dupla de zaga é o destaque da Seleção Brasileira
O Brasil tem jogadores de alto nível em diferentes setores do campo, mas analisando o que foi feito ao longo da última temporada, nenhuma posição está tão bem consolidada quanto a dupla de zaga.
Durante a fase de grupos, a confiança em Marquinhos e Gabriel Magalhães dá ao Brasil enormes possibilidades de conseguir resultados positivos com uma das melhores defesas.
Já a campanha a longo prazo traz preocupações em caso de eventuais desfalques, seja por suspensão ou por potencial lesão, devido à diferença de nível entre os titulares e os reservas. O Brasil já lidou em Copas recentes com os problemas de mudanças forçadas por conta de suspensões inoportunas.
Agora, focando em primeiro plano nos jogos da fase de grupos, Marrocos e Escócia possuem armas ofensivas que podem gerar perigo, mas o destaque dessas duas seleções não está exclusivamente no poderio ofensivo de seus atacantes.
Brahim Díaz e Abde Ezzalzouli podem gerar estragos com sua mobilidade; isso sem falar nas qualidades ofensivas de Achraf Hakimi atuando pela direita, e na Escócia a chegada ao ataque dos meias John McGinn e Scott McTominay também é perigosa. O Haiti é uma das seleções mais frágeis tecnicamente em toda a Copa do Mundo.
Enquanto Carlo Ancelotti ainda busca pela sua combinação e funcionamento ideal no sistema ofensivo, o trabalho de Gabriel Magalhães e Marquinhos lá atrás em uma defesa que também tem outros destaques como o goleiro Alisson e o volante Casemiro deve sustentar o Brasil nos primeiros jogos da Copa.
O tempo de trabalho de Ancelotti antes da Copa foi pequeno e, por boa parte, ele esteve sem pelo menos um de Gabriel ou Marquinhos à sua disposição, incluindo em todos os jogos até aqui em 2026. A última vez que a Seleção Brasileira entrou em campo com Marquinhos e Gabriel como titulares foi na vitória por 3-0 contra o Chile em setembro do ano passado pelas Eliminatórias. O Brasil só cedeu três finalizações naquele jogo, embora todas as três tenham sido no alvo.
Por mais que o Brasil adote uma postura reativa em certos momentos para aproveitar o seu ataque veloz e que vai muito bem em transição, ela não será extremamente conservadora, até porque seus zagueiros estão acostumados a atuar por equipes que são protagonistas em seus jogos. As laterais e os questionamentos que carregam geram uma preocupação e necessidade de serem protegidas muito mais do que a linha de zaga.
Os amistosos de março contra França e Croácia serviram principalmente para ilustrar o tamanho da diferença de qualidade entre a zaga titular do Brasil e suas principais alternativas, sofrendo enormemente diante do poderoso ataque francês, em especial, na derrota por 2-1.
