As distâncias percorridas pelas seleções durante a Copa do Mundo se transformaram em grandes preocupações para as equipes que se garantiram nas quartas de final.
Isso porque em um país grande como a Rússia e com as diversas sedes espalhadas pelo seu território fazem com que algumas equipes façam grandes deslocamentos em poucos períodos de tempo, deixando os atletas ainda mais cansados.
E se em 2014 no Brasil os deslocamentos foram um problema para a seleção uruguaia, em 2018 a situação vem se repetindo. Na Copa do Brasil o Uruguai se estabeleceu em Sete Lagoas (70km de Belo Horizonte) e somente na primeira fase teve que viajar para Fortaleza (norte), São Paulo (sudeste) e Natal (Norte).
Assim, a Celeste foi a equipe que mais se deslocou na fase de grupos, enquanto nas oitavas de final, quando foi eliminada pela Colômbia, foi até o Rio de Janeiro.
Uruguai suarezFoto: Divulgação AUF
Algo semelhante está acontecendo na Rússia. Celeste está em Nizhny Novgorod (cerca de 420 quilômetros de Moscou) e de lá já jogou em Ecaterimburgo (leste 1.340 km), depois para Rostov (sul, 1.280km), para Samara (sudeste, 675km) e mais tarde para Sochi (1760km) para jogar as oitavas de final. Nas quartas retornou para Nizhny Novgorod onde a delegação está hospedada e onde irá atuar contra a França na sexta-feira.
Assim como no Brasil, o Uruguai foi o time que percorreu o maior número de quilômetros na fase de grupos, situação que pode acabar pesando nas fases eliminatórias, onde o descanso é essencial para a recuperação de atletas.




