A seleção espanhola está agora totalmente concentrada no esperado confronto acirrado contra a Argentina na final da Copa do Mundo, na noite do próximo domingo, em busca do título pela segunda vez, após a conquista da Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul.
Nesse sentido, Unai Simón, goleiro da “La Roja”, foi convidado do programa da rádio “Marca” para analisar os principais pontos-chave da partida final, enfatizando a necessidade de manter a identidade da equipe e seu estilo de jogo habitual, apesar de prever uma partida física, violenta e extremamente complexa.
O goleiro espanhol relembrou o confronto anterior contra o Uruguai no torneio, descrevendo-o como a partida em que a equipe enfrentou maiores dificuldades para aplicar seu estilo de jogo, e afirmou: “Sempre tentamos nos manter fiéis ao nosso plano tático e disputar as partidas da maneira habitual, mas o confronto que representou o maior desafio para nós nesse sentido foi contra o Uruguai; foi marcado por um jogo físico intenso e muitos erros, o que acabou quebrando nosso ritmo de jogo e confundindo bastante nosso sistema.”
Nesse mesmo contexto, Simón previu um cenário exatamente semelhante ao enfrentar a seleção argentina, a “Tango”, enfatizando a necessidade de flexibilidade e capacidade de adaptação sem abrir mão da identidade espanhola, e explicou: “Acreditamos que o estilo da Argentina será exatamente semelhante ao que enfrentamos contra o Uruguai; por isso, precisamos estar totalmente preparados para lidar com essa situação e manter a mesma resistência mental.”
O goleiro da seleção nacional também destacou a importância da força mental como elemento decisivo que faz a diferença em confrontos de alta pressão, ressaltando que a equipe deve ter uma reação forte mesmo que o jogo se complique, afirmando: “Se as coisas correrem contra nós em qualquer momento da partida, ou se levarmos um gol e ficarmos atrás no placar, precisamos nos armar com a capacidade e a confiança total de que somos capazes de nos recuperar e virar o jogo a qualquer momento.”
Onay Simón citou como exemplo a flexibilidade e a resistência demonstradas pela seleção argentina ao longo de sua trajetória no torneio, afirmando, ao mesmo tempo, que a Espanha também possui a ambição competitiva necessária para conquistar a glória, e concluiu sua fala dizendo: “A Argentina demonstrou um grande espírito de luta ao longo desta Copa do Mundo e, se couber a nós enfrentar esse desafio na final, acredito que somos obrigados a provar que somos a equipe que merece conquistar o título.”
