Andriy Yarmolenko, do West Ham, revelou que "não conseguia nem falar" após a invasão da Ucrânia pela Rússia e ficou "louco" enquanto estava de licença.
Yarmolenko, que jogou mais de 100 partidas pela seleção da Ucrânia, recebeu uma folga do West Ham depois que as tropas russas começaram a ocupar regiões de sua terra natal em fevereiro.
A esposa e os filhos do jogador de 32 anos estavam na Ucrânia no início do conflito, mas voltaram para a Inglaterra depois de fugir pela Polônia, fazendo assim os Hammers contarem com seu atacante de volta mais rápido do que o esperado.
David Moyes, técnico do West Ham, confirmou o retorno de Yarmolenko para o confronto com o Aston Villa em 13 de março, e o atacante voltou balançando as redes, provocando cenas emocionantes no Estádio de Londres.
Yarmolenko lutou mentalmente durante seu breve período longe do West Ham, como disse no canal ucraniano do YouTube Football 1/2/3 : "David Moyes me disse que eu poderia escolher treinar ou não e que eu tinha que fazer tudo o que pudesse para garantir o segurança da minha família."
"Eu precisava continuar profissional, então voltei. Eu estava ficando louco e você precisa se distrair. Mas mesmo agora, eu não sei quais são os outros resultados. É só o treino terminar e depois ligo para casa."
"É honestamente assustador falar sobre isso. Temos que ajudar uns aos outros. Se não o fizermos, ninguém o fará."
"Tenho certeza de que não seremos derrotados por nenhum país. Ninguém jamais será capaz de quebrar nosso espírito."
A reação inicial de Yarmolenko à invasão
Yarmolenko revelou que estava consumido pela culpa e preocupação que o deixaram incapaz de se concentrar nos treinos depois de ver a chegada de sua família na Ucrânia coincidir com o início da invasão da Rússia.
"Quando tudo começou, em 24 de fevereiro, cheguei ao treino e não conseguia nem falar", disse. "Tinha lágrimas escorrendo. Pedi ao treinador que me deixasse ir para casa."
"Eu não acreditava que isso pudesse acontecer. Mandei minha família para Kiev porque meu filho precisava ter uma consulta médica."
"Você pode imaginar como eu estava quando tudo começou na manhã seguinte? Eu só queria correr e bater minha cabeça contra a parede. Que idiota eu estava sendo enviando minha família para Kiev e estou sentado em Londres."
A estrela do West Ham acrescentou sobre como o resto de sua família está lidando com a guerra na Ucrânia: "Todos os parentes estão vivos e bem. Meus primos ajudam a manter contato com tios, tias."
"Os que estão lá, onde há bombardeios constantes, estão em abrigos antiaéreos, escondidos em porões."
