Com a saída de Tite da seleção brasileira após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo 2022, a possibilidade de um técnico estrangeiro assumir o Brasil na próxima temporada está cada vez maior na CBF.
O pentacampeão mundial, Rivaldo, porém, discorda que um técnico de outra nacionalidade deva assumir o comando da equipe. Nas redes sociais, o ex-jogador comentou sobre as possibilidades após a saída de Tite.
"Eu não concordo e acho uma falta de respeito com os treinadores brasileiros que seja cogitado a contratação de um treinador estrangeiro para nossa seleção."
"Acredito que temos treinadores capacitados de assumir a seleção brasileira neste momento e fazer um bom trabalho, como: Rogério Ceni, Fernando Diniz, Cuca, Renato Gaúcho e Dorival Jr.", disse Rivaldo.
Na publicação, Rivaldo explicou os motivos de discordar da possibilidade de um técnico estrangeiro assumir a seleção.
"Trazer treinador estrangeiro não é certeza que seremos campeões mundiais. Até porque, se fosse certeza, acredito que o treinador estrangeiro gostaria de ser campeão mundial pelo seu país e alegrar sua nação, que com certeza a sua seleção precisa mais que o Brasil, porque apenas nós somos penta."
"Os estrangeiros sem dúvidas são muito bons treinadores também, mas a selecão é nossa, da nação e tem que ser dirigida por alguém que tenha sangue brasileiro correndo nas veias", completou.
"O mais importante são os jogadores, temos que ajudá-los, encorajar e dar confiança… porque temos uma bela geração à caminho e uma base com experiência com a amarelinha. Copa do Mundo é um torneio curto e se ganha ou se perde em pequenos detalhes, e isso vai continuar sempre para qualquer seleção com qualquer treinador. Esta é apenas a minha humilde opinião."
Conforme trouxe a GOAL, Carlo Ancelotti é um nome que agrada ao presidente da CBF. O técnico, que comanda o Real Madrid, é visto com um perfil parecido ao de Tite. Porém, o fato da temporada europeia se encerrar apenas em junho de 2023 e o desejo de Ednaldo Pereira em ter logo um profissional definitivo no comando do Brasil podem complicar esta opção.
Além de Ancelotti, os nomes dos portugueses Abel Ferreira e Jorge Jesus seguem em pauta na sede da CBF, enquanto os técnico brasileiros correm por fora nesta momento.



