Apesar de ter terminado a Copa do Mundo em baixa, Raphinha deu a volta por cima no início da temporada e mostra por que pode ser considerado um dos melhores jogadores do mundo. Artilheiro do Barcelona na temporada e jogador com mais participações em gols nas cinco grandes ligas europeias, o brasileiro chega para o novo ciclo da seleção com a expectativa de repetir com a camisa amarela o desempenho que vem apresentando no clube.
Com 14 gols e três assistências em oito jogos pelo Barcelona, Raphinha alcançou o melhor início de temporada da história do clube catalão. O camisa 11 superou até mesmo Lionel Messi, que havia registrado 12 gols e uma assistência nas oito primeiras partidas do Barcelona na temporada 2017/18. A marca coloca o brasileiro à frente de um dos maiores jogadores da história do clube e reforça o momento de protagonismo vivido no início da campanha.
O desempenho ganha ainda mais importância quando levado em conta o contexto da última Copa do Mundo. Raphinha chegou ao torneio como um dos protagonistas da seleção, mas não conseguiu repetir o rendimento esperado e acabou deixando a competição sem entregar seu melhor futebol. O atacante ficou afastado desde a segunda partida, contra o Haiti, por causa de uma lesão na coxa, e terminou o Mundial como uma das frustrações ofensivas da equipe.
Em entrevista à TNT Sports após a estreia do Barcelona na Liga dos Campeões, na qual marcou dois gols na goleada por 5 a 1 contra o Feyenoord, Raphinha falou sobre a cobrança que carrega com a camisa brasileira e admitiu que busca transformar a fase vivida na Espanha em resultados pela equipe nacional.
"Nos últimos dois anos, não tenho conseguido entregar um bom resultado dentro daquilo que esperam. Quero dar resultado como no Barcelona, fazer gol, dar assistência e ganhar jogos e títulos, mas a torcida cobra quando as coisas não acontecem", afirmou.
Na sequência, Raphinha também relembrou a frustração pela participação na Copa do Mundo e reconheceu que poderia ter produzido mais no torneio. O atacante, porém, destacou que o desempenho atual pelo Barcelona serve como demonstração do que ainda pode entregar pela seleção.
"Fico triste que não entreguei meu melhor na Copa. Sabia que podia render muito mais do que eu rendi nesse jogo e meio. A minha vontade é dar sempre meu melhor e entregar o máximo. O que estou entregando no Barcelona demonstra o que posso entregar pela seleção", completou.
Agora, Raphinha terá a oportunidade de levar a fase goleadora para os primeiros amistosos do Brasil após a Copa do Mundo de 2026. A seleção enfrenta a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane, respectivamente, antes de encarar a Índia no dia 3 de outubro, em Calcutá.





