A possibilidade de o Botafogo ser comprado pelo empresário americano John Textor, dono da Eagle Holding, movimentou e vem movimentando a expectativa do torcedor alvinegro. De fato, a cada dia que passa, a negociação fica mais próxima de acontecer. Algumas partes do processo já tiveram aprovação no ano passado, e outras ainda precisam ser discutidas pelo conselho de associados, que irão votar contra ou a favor da compra definitiva de 90% do futebol do clube, no dia 14 de janeiro, um dia após a apreciação do tema pelo Conselho Deliberativo.
A empresa Eagle Holding será a grande base do acordo entre o Botafogo e John Textor. Como citado, caso o negócio seja fechado, 90% da SAF (Sociedade Anônima de Futebol) do Botafogo será do fundo monetário, enquanto os outros 10% continurão pertencendo à própria Associação Botafogo.
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Quanto o empresário John Textor pretende investir no clube? Quais os detalhes da negociação? Abaixo, a GOAL traz as informações sobre o acordo do Botafogo SAF.
Quanto John Textor investirá no Botafogo?
Até o momento, sob as informações divulgadas em documento oficial, o valor total do acordo chega aos 400 milhões de reais, divididos do seguinte modo: 87,5% do total (R$ 350 milhões) será investido em quatro vezes, sendo R$ 100 milhões no dia da assinatura do contrato, R$ 100 milhões em até 12 meses, R$ 100 milhões em até 24 meses, além dos R$ 50 milhões restantes que serão atribuidos em até 36 meses, de forma que esses 87,5% sejam colocados diretamente no Botafogo SAF, a empresa em si.
Os outros 12,5% do valor (R$ 50 milhões) entrarão imediatamente ao caixa do Botafogo FR. Ou seja, resumindo: esse valor deverá ser usado para auxiliar em giro de caixa e possíveis investimentos.
Quem vai fazer parte da "sociedade" do Botafogo?
Sociedade é, basicamente, quem comanda a empresa, o Botafogo SAF nesse caso.
Dois orgãos serão os responsáveis pelos cuidados gerais de gestão: o Conselho de Administração, que fará a supervisão da estrutura profissional, e o Conselho Fiscal, que como o nome já diz, fará relatórios sobre a parte de valores, incluindo a parte dos ganhos e perdas do clube, além dos contratos com os funcionários da empresa Botafogo SAF, fazendo o acompanhamento do primeiro Conselho citado.
O Conselho de Administração será composto por cinco integrantes, quatro indicados por John Textor e um pelo Botafogo, além de cinco suplentes, caso algum dos efetivos não tenha disponibilidade em algum momento. No caso do Conselho Fiscal, a mesma ideia: três membros "titulares" com outros suplentes para cada um destes, onde dois serão escolhidos por Textor e um pelo Fogão.
Qual a garantia de que o investimento vai dar certo?
De nada adianta um investimento que não seja condizente com um time da primeira divisão, não? No acordo previsto, o Botafogo terá de garantir uma folha salarial, consequentemente, "compatível com as melhores práticas da Série A", como aparece no documento realizado pelos advogados do clube.
Sem valor base até o momento, o Fogão terá necessidade de manter a folha salarial com uma consistência ano a ano, sempre se adaptando ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medidor de inflação do país, e mantê-la em pelo menos 50% do valor de receita bruta do ano anterior (por exemplo, se a receita bruta é igual a 2x, a folha salarial do ano seguinte deve ser, no mínimo, x).


