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“Proibição nacional de estádio para o chefe da Fifa, Gianni Infantino”

O político alemão Sascha Binder pediu à Federação Alemã de Futebol (DFB) que imponha ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, uma proibição nacional de entrada em estádios. Com essa medida incomum, o social-democrata quer dar um forte sinal contra os planos controversos do mandatário da FIFA.

O motivo é a intenção da FIFA de colocar os direitos comerciais da Copa do Mundo e também da Copa do Mundo de Clubes, entre outros, em uma nova empresa. Nessa empresa, investidores privados também poderiam adquirir ações, um plano que veio à tona nesta semana e imediatamente provocou muitas críticas.

Não só a UEFA se manifestou fortemente contra a proposta, como também várias federações nacionais de futebol tornaram públicas suas objeções. Enquanto isso, a discussão também chegou à arena política.

Binder, deputado pelo SPD, está enviando uma carta à DFB na qual pede uma ação firme contra Infantino. A carta está em posse do jornal alemão BILD.

"O mais recente ponto baixo em uma sequência de erros e decisões fatais é a proposta de Infantino de vender os direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores. Para enviar uma mensagem simbólica, peço que imponham uma proibição nacional de entrada em estádios para Gianni Infantino em todos os clubes de futebol da Alemanha. Isso deixaria claro que os clubes e a DFB não permitirão mais que o futebol seja arruinado por pessoas sem qualquer interesse pelo esporte, mas movidas apenas por outros interesses", escreve Binder.

Com seu apelo, o político alemão quer deixar claro que, na visão dele, o futebol deve ser protegido contra uma comercialização ainda maior. Ele considera que a DFB e os clubes alemães devem, de forma conjunta, enviar um forte sinal à FIFA.

Por enquanto, não se sabe se a Federação Alemã de Futebol está disposta a atender ao pedido. A DFB ainda não se pronunciou publicamente sobre a carta de Binder.

Infantino reagiu publicamente na quarta-feira pela primeira vez à comoção gerada por seu plano. Em um vídeo gravado por ele, o presidente da FIFA destacou que, segundo ele, não se trata de uma mudança de rumo obrigatória. "A FIFA Forward Enterprise é, na verdade, uma proposta, uma oferta", disse Infantino.

"Isso faz parte de um processo democrático", prosseguiu o presidente da FIFA. "Acima de tudo, é uma oportunidade, não uma obrigação. Vemos como nossa responsabilidade fazer essa proposta e teremos prazer em conversar com todos sobre isso."


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