Neymar e Mbappé formam hoje uma das duplas de ataque mais perigosas do mundo e é claro que eles são extremamente importantes para que o PSG conquiste qualquer título. Porém, na grande final da Liga dos Campeões, contra o Bayern de Munique, os craques serão ainda mais fundamentais para o Paris levar a tão sonhada orelhuda, principalmente por sua velocidade e seu poder de decisão.
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O clube bávaro vive um momento fantástico, com um poder ofensivo de impressionar. Os alemães são donos do melhor ataque da Champions League, tendo balançado as redes adversárias 42 vezes em dez partidas - o segundo melhor ataque é justamente o do PSG, com 25 tentos.
Além da incrível média de mais de quatro gols por jogo, as goleadas alemãs também chamam a atenção. A principal delas, sem dúvida alguma, foi diante do Barcelona, um 8 a 2 impiedoso. Mesmo com a classificação garantida, a equipe de Hansi Flick não parou de atacar segundo sequer.
Porém, tanto na partida contra os catalães, nas quartas de final, quanto contra o Lyon, na semifinal, o Bayern deixou claro qual é seu ponto mais fraco. Ao adiantar sua defesa para fazer uma marcação alta no campo de ataque, os bávaros deram muito espaço para seus adversários saírem em velocidade no contra-ataque, em ambos os jogos.
Nas quartas de final, quando o jogo estava empatado em 1 a 1, o Barcelona teve ao menos três grandes chances de ampliar o placar, mas não o fez. Na sequência dos lances, o Bayern não perdoou e foi para o intervalo com 4 a 1 no placar.
Contra o Lyon, a história se repetiu e foi ainda mais evidente. O clube francês criou quatro chances de marcar logo no início da partida, todas saindo em velocidade do campo de defesa. Duas delas foram claríssimas, mas Depay chutou para fora e Toko Ekambi acertou a trave. Mais uma vez, na sequência dos lances, Gnabry pegou a bola, cortou para o meio e acertou um chute de rara felicidade com a canhota, sua ‘perna ruim’.
Após os jogos, ficou claro que, para derrotar o Bayern, será necessário explorar o espaço que o time dá ao tentar pressionar a saída de jogo adversária. E Neymar e Mbappé formam um dos ataques mais letais e mais rápidos do mundo.
Se o Bayern teve problemas com a velocidade de Jordi Alba, Nelson Semedo, Memphis Depay e Toko Ekambi, é provável que a dupla do PSG crie grandes chances de gol. Caso o Lyon e o Barcelona não tivessem desperdiçado suas chances, ninguém saberia qual seria o resultado dos jogos. Além disso, Neymar não costuma perdoar seus adversários na Liga dos Campeões, ainda mais em decisões.
Bayern sabe que corre riscos, mas não mudará a estratégia
DAZNEm entrevista coletiva concedida na véspera da decisão, Hansi Flick reconheceu que os espaços na defesa podem representar uma grande ameaça diante de Neymar e Mbappé. Porém, o treinador afirmou que não mudará sua estratégia para a grande final.
“Nosso estilo depende da pressão alta para bloquear espaços do adversário em seu campo, mas como consequência, há espaços deixados atrás”, admitiu o alemão.
“Sabemos que o PSG tem jogadores muito rápidos, mas nos últimos 10 meses sempre tentamos impor nosso estilo ao adversário. Sempre jogamos com uma linha alta e, no fim das contas, conseguimos resultados fazendo isso, então não vamos mudar muito nesse sentido”, completou.
Com os espaços deixados atrás, um jogador que terá de se preocupar e muito com a velocidade de Neymar e Mbappé é Joshua Kimmich. Com sua polivalência impressionante, ele jogou na lateral direita as duas últimas partidas - apesar de ter atuado como volante no restante da temporada -, zona do campo em que a dupla do PSG mais gosta de ficar.
O craque do Bayern também está ciente do desafio que terá pela frente e admitiu que parar os craques do Paris será mais desafiador do que foi com qualquer outro adversário que os bávaros enfrentaram até aqui.
“Não sabemos qual será a escalação neste momento, mas acho que vou jogar como lateral-direito. Neymar e Mbappé são, claro, muito rápidos e podem jogar por ali, então temos que ter cuidado porque o ritmo talvez seja maior do que o que enfrentamos nos outros jogos. Mas não acho que vamos recuar”, explicou.
Enquanto isso, o PSG conta com Neymar ‘online’ em sua melhor forma e Mbappé extremamente motivado para fazer história pelo clube.
"Este é exatamente o motivo pelo qual estou aqui. Sempre disse que queria entrar na história do meu país. Será uma grande recompensa ganhar com um clube francês”, disse o jovem francês que fará sua primeira final de Liga dos Campeões.
“Sempre sonhei em enfrentar os melhores jogadores. Você quer enfrentar e vencer os melhores. Precisamos jogar como sempre fazemos. Esperamos voltar a Paris com a taça. É a maior competição de clubes", completou.