A Federação Internacional de Futebol (FIFA) defendeu sua decisão de realizar as duas partidas das semifinais da Copa do Mundo de 2026 às 15h, horário local dos Estados Unidos, após uma onda de críticas da torcida, que considerou o horário inadequado e favorável à Europa em detrimento dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos sediarão as quatro últimas partidas do torneio: a França enfrentará a Espanha em Dallas, antes de a Inglaterra enfrentar a Argentina na quarta-feira, em Atlanta, na tentativa de chegar à final pela primeira vez desde 1966. A seleção dos “Três Leões” recebeu um impulso moral com o retorno de um de seus jogadores à plena forma.
Ao contrário das partidas das fases eliminatórias anteriores, que foram disputadas à noite e obrigaram o público europeu a ficar acordado até tarde, as partidas das semifinais e da final serão disputadas em horários mais cedo para os torcedores da América do Norte e do Sul.
Manolo Zuberia, diretor-geral da Copa do Mundo nos Estados Unidos, afirmou que a definição do horário ocorreu após a análise de vários fatores: “As condições climáticas nas cidades-sede, o fuso horário em relação aos países participantes, o tempo de recuperação dos jogadores e os horários de viagem — tentamos chegar ao equilíbrio ideal”.
Ele acrescentou que a “FIFA” considera que a cobertura televisiva global desses jogos é mais importante do que a facilidade de acompanhamento local, especialmente porque eles devem estar entre os mais assistidos da história da transmissão televisiva.
O principal responsável pela Copa do Mundo nos Estados Unidos continuou: “Quanto maior for o número de torcedores ao redor do mundo, melhor será para o esporte”.
Essas justificativas não foram bem aceitas pelos torcedores americanos, que classificaram os horários de “ridículos”, já que coincidem com o horário de trabalho no meio da semana. Além disso, a final será disputada no domingo, no mesmo horário, às 15h.
Três seleções europeias disputam as semifinais: Espanha, França e Inglaterra, além da atual campeã, a Argentina. Os torcedores questionaram por que os horários não foram adiados um pouco, afirmando que o público assistirá aos jogos independentemente do horário.
A Copa do Mundo está programada para terminar nesta semana, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá à final no estádio MetLife, no estado de Nova Jersey. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou que Trump erguerá a taça e a entregará à seleção vencedora.
