O único time dos Estados Unidos que competia por algo na Rússia neste mês, ganhou o jogo que o futebol ianque não poderia perder.
Com uma candidatura tripla, ao lado do Canadá e México, a vitória veio em cima do Marrocos. Não é um triunfo que alivia a ausência da equipe na Copa do Mundo de 2018 mas, certamente dá um ânimo para que o futebol em geral possa se reerguer da queda sofrida contra Trinidad e Tobago, em outubro de 2017.
Para entender o que significa a escolha dos norte-americanos, basta lembrar o cenário de 24 anos atrás. O Mundial de 1994 fez com que o esporte bretão se tornasse febre no país, que estava sem uma liga profissional desde 1984. O futebol da bola oval, o beisebol e o basquetebol dominaram a lacuna deixada pelo soccer.
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A Copa de 1994 foi fundamental para despertar a atenção do povo para o futebol (Foto: Simon Bruty)
Quando a bola rolar em 2026, a MLS, liga nacional que reúne times da própria terra do Tio Sam e Canadá, terá, pelo menos, 28 times. E, a tendência é que, caso mantenha o crescimento atual, é possível vislumbrar um aumento do nível do esporte, a ponto das equipes competirem contra rivais de fora do país em condições de igualdade.
Hoje em dia, o reconhecimento dos estadunidenses em relação ao esporte é muito maior. Eles conseguem acompanhar as principais ligas do mundo, o que acaba gerando debates sobre o quanto o campeonato local pode alcançar em termos de equivalência ao futebol praticado no exterior. Caso os investimentos venham para as agremiações, não há limite para o desenvolvimento que é possível de alcançar.

Hoje em dia, a liga norte-americana consegue atrair jogadores conhecidos internacionalmente (Foto: USA Today)
Com oito anos entre hoje e 2026, o combustível que faltava para dar gás à modalidade foi dado, e a conversa mudará de "como os Estados Unidos não conseguiram chegar na Copa" para "o que pode ser feito para aproveitar o máximo do Mundial?".
