A contratação de Marc Cucurella não representa apenas um reforço de peso para a posição de lateral-esquerdo do Real Madrid, após o excelente nível exibido pelo jogador no Campeonato do Mundo, mas traz também um benefício adicional no plano legal.
Com este negócio, o Real Madrid cumpre o número mínimo exigido de jogadores formados localmente para participar nas competições europeias, que é de oito jogadores, de acordo com o regulamento da UEFA, conforme noticiou o jornal espanhol "Mundo Deportivo".
O regulamento da UEFA estabelece que o limite máximo de inscrições na lista "A" é de 25 jogadores, dos quais pelo menos 8 devem ser formados localmente, quer no próprio clube, quer em qualquer outro clube dentro da mesma federação nacional. Caso este número não seja cumprido, a dimensão da lista é automaticamente reduzida na mesma proporção das vagas em falta.
Considera-se jogador formado localmente aquele que passou três anos, entre os 15 e os 21 anos de idade, no próprio clube ou em qualquer outro clube pertencente à mesma liga.
Esta condição aplica-se a Cucurella, que subiu na academia do Barcelona antes de representar o Eibar, o Getafe e depois o Chelsea. Aplica-se igualmente a Lunin, Asensio, Carreras, Huijsen, Camavinga, Valverde, Vinícius e Güler, do plantel atual.
Desta forma, o número de jogadores que cumprem a condição pode subir para dez, importando referir que a eventual saída de Asensio poderá reduzir esse número, caso em que poderá ser compensado pelo brasileiro Rodrygo.
Recorde-se que os clubes têm também o direito de inscrever um número ilimitado de jogadores na lista "B", desde que cumpram os critérios de elegibilidade definidos pela UEFA.


