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O que Tite já disse sobre a Copa América ser sediada no Brasil

A realização da Copa América de 2021 dentro do Brasil, após as desistências de Colômbia e Argentina, foi sacramentada em meio a inúmeras polêmicas e com o país ainda mergulhado no drama da pandemia de Covid-19. E uma das vozes que se manifestou contra a realização do certame dentro de terras brasileiras foi Tite, técnico da seleção, assim como seus jogadores.

A Copa América seria realizada entre Colômbia e Argentina, mas os casos de Covid de ambos os países, aliado ao clima de ebulição social vivido pelos colombianos, fez com que a competição mudasse de lugar. Sem avisar à comissão técnica da seleção brasileira ou seus jogadores, o então presidente da CBF, Rogério Caboclo, arquitetou junto ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e à Conmebol para a competição ser realizada dentro do Brasil.

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Rogério Caboclo, dias depois, acabou sendo afastado da presidência da CBF após ser acusado de assédio moral e sexual por uma funcionária da entidade – acusação esta reiterada por gravações expostas no programa Fantástico, da TV Globo. Em seus últimos dias antes de ser afastado, Caboclo também teria prometido ao atual presidente da República a demissão de Tite, apesar de seus bons resultados, por conta da postura do treinador em relação à Copa América.

Mas o que Tite acha realmente da Copa América?

O tom do treinador já foi mais grave e se arrefeceu, especialmente depois que os jogadores se organizaram para escrever um manifesto sobre as suas discordâncias em relação à realização desta Copa América. Mas em sua última entrevista coletiva antes da estreia contra a Venezuela (que vive um surto de Covid em seu elenco de futebol), Tite voltou a deixar evidente a sua discordância com a realização do certame no país, apesar de garantir que isso não tem nada a ver com posicionamentos políticos.

“Pedimos antes ao presidente da CBF. Eu pedi, os atletas pediram, o Juninho pediu antes de ela ser definida que ela fosse no Brasil. Antes, nós pedimos antes. Nós fomos leais e pedimos antes. Antes de levar ao presidente da República, ao país, colocamos essa situação que não gostaríamos, pelo respeito, por tudo o que estava envolvendo, por um lado sentimental. Ficamos à mercê, pediram tempo para nós, aí a situação ficou definida e ficamos expostos. Esse é o real, o que acompanhei em relação a essa situação toda. Então decidimos nos manifestar de forma conjunta, mas já que ela foi definida, temos orgulho do nosso País, de representar a Seleção, eu tenho orgulho de ser técnico da Seleção”, disse.

Organização “atabalhoada”

“Quando um campeonato é feito de forma atabalhoada, rápida, excessivamente como a Conmebol fez, ela está sujeita a isso. E vai mudar de novo. Vai modificar de novo. Independentemente do país que fosse”, seguiu Tite, que apesar de sua posição afirmou que este cenário não será usado como desculpas caso o Brasil não consiga defender o título conquistado em 2019.

“Colocamos que somos contrários à realização da Copa América e não vai ter desculpa agora. Não tem bengala, muleta. Vai jogar. Vamos nos cuidar da melhor maneira possível e vamos jogar com a exigência. O técnico vai cobrar, vocês vão nos cobrar a nossa performance, porque é essa nossa responsabilidade, foi isso o que optamos".

“Gostaria que não tivesse esses problemas todos, não só com a Venezuela. Isso aqui não tem viés político nenhum, isso aqui tem uma crítica direta à Conmebol e a quem decidiu da CBF ser a Copa América aqui. Ela (a crítica) não tem viés político e eu tenho um respeito muito grande a tudo isso e à minha história. Eu não tenho partido político nenhum ao longo da minha trajetória, não tenho, sempre votei em pessoas, não partidos, por isso me sinto em paz para falar. Politizaram essa situação, infelizmente politizaram”, completou o técnico, que também falou sobre o caso de assédio envolvendo Rogério Caboclo.

“Eu tenho uma opinião e vou repeti-la. O fato é gravíssimo. Assédio não! Tenho respeito à coragem da funcionária por um assunto tão difícil ser exposto. Eu torço para que a Justiça de todos os envolvidos venha de forma clara e justa”.

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