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O furacão na Espanha obriga Donis a seguir o truque de Mancini!

Parece que a seleção saudita está prestes a enfrentar uma de suas partidas mais complexas na Copa do Mundo de 2026, quando enfrentar a Espanha na segunda rodada da fase de grupos — um confronto que pode levar o técnico grego Georgios Donis a abandonar temporariamente algumas de suas convicções táticas para proteger as chances da seleção saudita diante de um adversário que possui um enorme potencial ofensivo.

A seleção saudita estreou no torneio com um valioso empate em 1 a 1 contra o Uruguai, mantendo vivas suas esperanças de disputar uma vaga nas oitavas de final, mas a tarefa parece mais difícil desta vez diante de uma seleção espanhola abalada, que busca se recuperar após o tropeço inesperado na primeira rodada.

Cinco defensores para enfrentar a ameaça espanhola

De acordo com o jornal saudita “Al-Sharq Al-Awsat”, Donis recorreu, durante os últimos treinos, à formação com cinco defensores, em uma medida que visa aumentar a solidez defensiva e fechar os espaços diante das jogadas rápidas dos espanhóis.

Leia também... Yamal e três defensores... Será que Donis cairá na armadilha da Copa do Mundo?

Essa estratégia reflete o grande respeito que o técnico grego tem pelo adversário, especialmente porque a Espanha conta com um grupo de jogadores capazes de fazer a diferença em espaços apertados, com destaque para Lamine Yamal e Dani Olmo.

Além disso, a aposta em três zagueiros proporciona à seleção saudita maior cobertura dentro da área, permitindo que os laterais desempenhem funções defensivas e ofensivas de acordo com o andamento da partida.

Donis abre mão de algumas de suas convicções

Donis é conhecido como um dos treinadores que preferem a posse de bola e tentam impor seu estilo ao adversário; no entanto, um confronto do porte da Espanha pode exigir cálculos totalmente diferentes.

A seleção espanhola é considerada uma das melhores do mundo no domínio e na circulação da bola, o que torna a tentativa de acompanhá-la nesse aspecto um grande risco que pode custar caro à seleção saudita.

Por isso, parece que o técnico grego está optando por uma abordagem mais realista, baseada na redução dos espaços entre as linhas e na aposta na organização defensiva e nas transições rápidas, em vez de entrar em uma batalha pela posse de bola que já está perdida de antemão.

Donis nunca foi um técnico taticamente rígido, já que admitiu em mais de uma ocasião que altera seu estilo de jogo de acordo com a natureza do adversário, afirmando que as equipes que treinou na Grécia jogavam de maneira diferente nas competições nacionais em comparação com as partidas europeias.

Será que o fantasma de Mancini está de volta?

O que chama a atenção é que a ideia de contar com cinco defensores traz à memória a experiência do italiano Roberto Mancini com a seleção saudita.

Mancini preferia esse esquema tático na maioria de suas partidas com a Seleção Saudita, considerando que ele conferia maior equilíbrio à equipe; no entanto, essa filosofia foi alvo de críticas generalizadas da torcida saudita, que considerava que ela limitava as capacidades ofensivas da equipe e lhe conferia um caráter defensivo exagerado.

Mas a diferença desta vez é que Donis não parece convencido de que jogar com cinco defensores seja uma opção permanente, mas sim uma solução temporária imposta pela natureza do confronto e pela força do adversário.

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