Em um cenário que remete ao conceito de "contratação interna", parece que o técnico do Barcelona, Hansi Flick, decidiu redescobrir o zagueiro dinamarquês Andreas Christensen, de 30 anos, que ficou muito tempo longe dos holofotes por causa das lesões recorrentes ao longo das duas últimas temporadas, para lhe conceder uma confiança excepcional durante a pré-temporada, o que pode devolvê-lo ao centro das atenções mais uma vez.
Segundo o jornal espanhol "Sport", Flick escalou o zagueiro dinamarquês no time titular em todos os amistosos que o Barcelona disputou antes do início da temporada, incluindo os confrontos contra Europa, Birmingham City, Nottingham Forest e Udinese, em um movimento que reflete o desejo do treinador alemão de testar a capacidade do jogador de suportar a pressão de partidas consecutivas, o maior desafio que Christensen enfrentou ao longo dos últimos anos.
Esse grande interesse de Flick representa uma aposta clara no jogador, que disputa sua quinta temporada com o clube catalão, já que a comissão técnica busca garantir sua condição física e sua prontidão para apresentar uma sequência de boas partidas seguidas, após anos de instabilidade em razão das lesões recorrentes que o privaram de participar com regularidade.
Em um gesto de valor simbólico, Christensen teve a oportunidade de usar a braçadeira de capitão na maioria dos amistosos, com exceção do duelo contra o Nottingham Forest, no qual Raphinha atuou, em uma indicação clara do prestígio que o jogador desfruta, tendo renovado seu contrato recentemente até 2028, apesar de sua longa ausência dos gramados.
Essa confiança revela uma convicção sólida por parte da direção esportiva do Barcelona quanto à importância do jogador dinamarquês, considerado uma figura central dentro e fora de campo, apesar de não ter brilhado ou atuado tanto quanto o esperado ao longo dos dois últimos anos, o que faz de sua recuperação física uma prioridade máxima para a comissão técnica.
Christensen é uma opção tática interessante diante da intensidade do calendário da nova temporada, já que possui a capacidade de atuar como zagueiro ao lado de Pau Cubarsí, que teve uma atuação excepcional na última Copa do Mundo e se tornou a primeira opção indiscutível. O dinamarquês também consegue se deslocar para a posição de lateral-esquerdo ou até mesmo avançar para o meio-campo, graças às suas habilidades na construção das jogadas a partir da defesa.
O maior desafio recai sobre o novo preparador físico Benjamin Kugel, que enfrenta a tarefa delicada de elaborar um programa de recuperação detalhado para Christensen, com o objetivo de devolvê-lo ao nível habitual que demonstrou em seus melhores anos no Chelsea ou no Barcelona, em um momento em que o brilho físico do jogador durante a pré-temporada parece anunciar uma temporada excepcional.
Desta vez, tudo dependerá do quanto Christensen se recuperar do fantasma das lesões, mais do que da sua dependência de suas habilidades futebolísticas, indiscutíveis e às quais Flick dá enorme importância, especialmente com o retorno dos jogadores das seleções aos treinos, quando ficará claro o verdadeiro papel que o treinador alemão reserva para o zagueiro elegante e taticamente inteligente.
Caso Christensen consiga manter sua condição física e evitar lesões, ele representará sem dúvida um reforço de qualidade para a defesa do Barcelona, e talvez seja a "nova contratação" que não custou nada ao clube além de confiança e paciência, em um momento em que o time catalão busca todas as soluções possíveis para reforçar seu elenco antes do início da competição de verdade.


