Ahmad Daniyamali, ministro do Esporte do Irã, gerou grande polêmica ao sugerir hoje a possibilidade de a seleção de seu país se retirar das partidas da Copa do Mundo de 2026, caso haja gritos ou protestos políticos nas arquibancadas por parte de opositores do regime iraniano.
De acordo com o site iraniano “Varzesh3”, Diniamali afirmou que as autoridades iranianas informaram à Federação Internacional de Futebol (FIFA) que a delegação da seleção deixaria o estádio assim que ouvisse slogans políticos durante as partidas.
O ministro explicou que a "Fifa" enfatizou mais de uma vez a necessidade de hastear apenas a bandeira oficial do Irã dentro dos estádios, proibindo o uso da antiga bandeira iraniana que inclui o emblema do "Leão e do Sol", adotada por grupos de oposição, especialmente as correntes monarquistas, como símbolo de protesto contra o regime fora do país.
A seleção iraniana se prepara para disputar duas partidas da fase de grupos na cidade de Los Angeles: a primeira contra a Nova Zelândia na próxima segunda-feira e a segunda contra a Bélgica em 21 de junho, em meio a expectativas de grande público da comunidade iraniana, considerada uma das maiores dos Estados Unidos.
Setores da comunidade iraniana consideram que as competições da Copa do Mundo representam uma oportunidade adequada para expressar suas posições políticas e transmitir suas mensagens de oposição ao regime.
Esses acontecimentos ocorrem em meio ao aumento das tensões entre o Irã e os Estados Unidos desde fevereiro passado, o que levou a seleção iraniana a transferir seu campo de treinamento do estado americano do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana, com a intenção de se deslocar para o território americano apenas nos dias dos jogos.
A seleção iraniana encerra sua participação na fase de grupos enfrentando a seleção egípcia no dia 26 de junho, na cidade de Seattle.
