A Copa do Mundo 2022, no Qatar, já está em andamento e, para essa edição do torneio, a organização da entidade decidiu implementar a regra da substituição extra para casos de suspeita de concussão na competição.
A entidade optou por implementar essa regra na competição, que já foi testada no Mundial de Clubes de 2020, após o aumento no número dos choques de cabeça nas partidas. A Ifab (International Board), órgão que regula as regras do futebol, autorizou os testes dessa regra até agosto de 2023.
No protocolo, a Fifa definiu que cada seleção poderá fazer uma troca a mais das cinco substituições permitidas no torneio.
Portanto, caso exista um diagnóstico de uma pancada grave na cabeça de um jogador que necessite deixar o campo, o treinador dessa equipe poderá exercer até seis substituições, algo inédito na competição.
Como funciona o protocolo de diagnóstico de concussão?
Getty ImagesPara implementar o protocolo de concussão, a Fifa definiu alguns critérios. A entidade estabeleceu que o diagnóstico da lesão será feito pelo médico da própria seleção e um outro representante da organização, também médico, que ficará ao lado do gramado.
Além disso, a organização posiciona um segundo médico, que será observador, na arquibancada para ter acesso a imagens em tempo real e se comunicar com os profissionais de campo, caso aconteça uma grave lesão que necessite de um atendimento para iniciar o protocolo de concussão.
No critério, a entidade estabeleceu um procedimento de cerca de três minutos para realização de um questionário para os médicos classificaram indícios de confusão mental ou desorientação no atleta.
Já na segunda partida da competição, entre Inglaterra e Irã, o protocolo foi implementado após um choque de cabeça entre o goleiro Beiranvand e o zagueiro Majid Hosseini, ambos da seleção iraniana. Na ocasião, o goleiro precisou ser substituído.
