Zlatan Ibrahimovic já esteve em diversas manchetes nesta temporada.
Entre as frases ditas por ele estão algumas como “sou uma Ferrari em meio a Fiats”, reclamações sobre o sistema de playoffs da MLS e sua própria explicação de porque seria melhor do que o favorito ao prêmio de MVP da temporada, Carlos Vela.
Quer ver jogos ao vivo ou quando quiser? Acesse o DAZN e teste o serviço por um mês grátis!
Mas além das polêmicas, Ibrahimovic também produziu dentro de campo.
Ele é o vice-artilheiro do campeonato, atrás somente de Vela, com 23 gols marcados. Em agosto, ele teve uma sequência de três jogos com dois gols, incluindo uma performance absolutamente dominante na vitória contra o melhor time da MLS hoje, o rival da cidade Los Angeles FC.

O sueco deu tudo o que a MLS precisava de uma grande estrela. O valor da publicidade que ele deu à liga é impossível de quantificar, com suas palavras de impacto e seus objetivos de se superar sempre.
E é exatamente por isso que vê-lo de fora dos playoffs, de novo, seria um tremendo desastre.
Enquanto Ibra diz que a ideia de playoffs é péssima, não é isso que o público da MLS mostra. Nos EUA, os playoffs são os grandes objetivos. É o que todos os times de todos os esportes almejam.
Nesta temporada da MLS, 14 equipes se classificarão para os playoffs. Isso significa que mais da metade dos clubes da Major League Soccer continuarão na disputa pelo título quando a chamada “temporada regular” se encerrar. Se uma equipe terminar em primeiro disparado e outra ficar no meio de tabela, tanto faz. Ambas jogarão a fase de mata-mata.
Faltam apenas cinco jogos para a primeira etapa da MLS se encerrar. Mas, se a temporada acabasse agora, a maior estrela e um dos maiores clubes da liga ficaram de fora, apenas assistindo seus rivais.
Ibrahimovic pode estar produzindo muitos gols, mas seu clube não está produzindo as vitórias necessárias.
Em 2017, o LA Galaxy ficou de fora da pós-temporada e perto de ficar de fora novamente em 2018, contrataram um dos melhores atacantes do mundo para tentar evitar mais um fiasco. Fiasco que ficou ainda maior porque o clube não se classificou.
O clube investiu para que esse fracasso não acontecesse mais uma vez. As mudanças começaram no comando da equipe. Um novo diretor de futebol, Dennis te Kloese, e um novo treinador, Guillermo Barros Schelotto, foram contratados.
Novos jogadores também chegaram. O americano Joe Corona e o mexicano Uriel Antuna, constantemente convocados por suas seleções, chegaram no Galaxy para reforçar o ataque. Para a defesa, o time contratou Diego Polenta e Giancarlo González.
Como se não bastasse, o argentino ex-Boca Juniors Christian Pavon foi contratado na última temporada e se juntou a um meio campo com Jonathan dos Santos e Sebastian Lletget, americano que também é nome frequente nas convocações da seleção.
No papel, o Galaxy parece ser um dos favoritos ao título, especialmente depois da já mencionada vitória do time contra o LAFC. Com Ibrahimovic no comando, não era esperado que o time estivesse na posição que está hoje.
E é por isso que a MLS deve se preocupar.

A corrida do LA Galaxy nos últimos cinco jogos não deve ser tão complicada, com três dos cinco jogos em casa. Além disso, quatro jogos serão contra times que não estão na briga pelos playoffs.
Mas apesar de toda a mídia, das grandes estrelas e das entrevistas engraçadas, o Galaxy não conseguiu colocar em campo um time que possa realmente competir.
A derrota para o Colorado Rapids por 2 a 1 foi uma prova disso. Foi prova também de que Ibra e todo o time terá que trabalhar muito para merecer uma chance de ainda brigar pelo título no final da temporada.
A MLS precisa de manchetes, grandes momentos e grandes rivalidades. Mas a liga precisa de tudo isso em campo, não em entrevistas.
Se o Galaxy não conseguir reverter essa situação, esse time ficará marcado como a grande decepção da história da MLS.
