Tudo indica que a seleção da Costa do Marfim se prepara para abrir um novo capítulo sob o comando de um dos técnicos mais notáveis que marcaram a história do futebol africano, já que o francês Hervé Renard está muito próximo de retornar ao comando dos "Elefantes", em um movimento que gerou grande polêmica, sobretudo por acontecer poucos meses depois das conquistas alcançadas pelo treinador Emerse Faé com a seleção.
O jornal francês "Le Parisien" revelou que Hervé Renard, de 57 anos, está a poucos passos de retornar ao comando da seleção da Costa do Marfim, apontando que o anúncio oficial de sua contratação pode ocorrer nas próximas 48 horas.
O jornal acrescentou que Hervé Renard esteve no radar de diversas federações nacionais no período recente, mas se tornou o mais próximo de assumir o comando da seleção marfinense, substituindo Emerse Faé, cujo contrato com a federação marfinense chegou ao fim sem que houvesse acordo para sua renovação.
A decisão da federação marfinense de não renovar o contrato de Emerse Faé foi surpreendente, tendo em vista os resultados expressivos que ele obteve com a seleção.
Faé havia assumido o comando da Costa do Marfim no inverno de 2024, substituindo o francês Jean-Louis Gasset, e conseguiu levar os "Elefantes" à conquista do título da Copa Africana de Nações de 2024, em um feito histórico, antes de dar continuidade aos resultados positivos ao levar a seleção às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Durante o Mundial, a seleção marfinense se despediu da competição após perder por 2 a 1 para a seleção da Noruega, mas alcançou a melhor participação da história do país ao chegar a essa fase.
Apesar dos êxitos alcançados por Faé, a federação marfinense de futebol, presidida por Idriss Diallo, decidiu promover uma mudança na comissão técnica, no âmbito da preparação para os próximos compromissos, com destaque para a Copa Africana de Nações de 2027.
Segundo o jornal francês, a federação vê em Hervé Renard o homem mais adequado para conduzir a próxima etapa, apoiando-se em sua vasta experiência no futebol africano, além de sua relação especial com a torcida marfinense, com a qual já protagonizou um dos momentos mais marcantes da história da seleção.
