O lendário francês Thierry Henry, campeão da Copa do Mundo de 1998, apresentou uma perspectiva diferente sobre o caso do cancelamento da suspensão do jogador da seleção americana Folarin Balogun, focando no impacto tático da decisão tardia, em vez da polêmica sobre a justiça da punição em si.
Em declarações à emissora “Fox Sports”, Henry afirmou que o verdadeiro problema não está na decisão em si, mas no momento em que foi tomada, ressaltando que o atraso de 4 ou 5 dias atrapalhou os preparativos táticos da seleção belga antes do confronto decisivo nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Ao contrário da maioria dos comentaristas, que se concentraram em discutir se o cartão vermelho foi justo ou não, o lenda do Arsenal adotou uma abordagem totalmente diferente, dizendo: “Você se prepara para a partida de uma determinada maneira e, de repente, se vê obrigado a mudar seus planos; é isso que acontece quando se toma uma decisão como essa”.
E acrescentou, em tom crítico: “Não acho que a falta merecesse cartão vermelho, e todos concordamos nisso; o jogador não a cometeu de propósito. Mas, para a seleção da Bélgica, essa decisão muda tudo na preparação para a partida. É a decisão certa, mas por que toda essa demora?”.
Enquanto o foco do lendário jogador inglês Wayne Rooney e de outros comentaristas se concentrou na justiça da decisão do ponto de vista arbitral, Henry destacou uma dimensão tática que muitos ignoraram: o prejuízo causado à seleção belga pela mudança repentina nas condições da partida.
A FIFA havia emitido uma decisão inesperada de revogar a suspensão inicialmente imposta a Balogun, permitindo que ele participasse da partida decisiva entre os Estados Unidos e a Bélgica na madrugada de terça-feira.


