Contra a Chapecoense, aos três minutos de jogo, Rodrigão se lesionou. Bremer entrou em campo na fogueira, fora de casa, no time reserva do Atlético-MG. Frio? Estreia no profissional fora de casa com uma equipe sem entrosamento? Dificuldades? O jovem zagueiro mostrou personalidade, fez uma ótima partida e, com muita segurança, foi um dos destaques do Galo.
Uma semana depois, aos três minutos, Leonardo Silva, capitão e um dos maiores ídolos da história do clube, se contunde. Bremer entra de novo na fogueira, desta vez contra o Cruzeiro, o maior rival, em jogo importante pelo Campeonato Brasileiro, no Independência cheio. Na primeira jogada, ainda frio, ele comete um erro e Thiago Neves abre o placar.
Pressão? Frio? Nervosismo? Psicológico pesado?
Nada disso.
O garoto deu a volta por cima e com personalidade, segurança e tranquilidade, voltou a fazer uma excelente partida, para empolgar a Massa, que andava preocupada com a falta de reservas de confiança para Leonardo Silva e Gabriel.
Gabriel vem jogando demais, sendo comparado a Thiago Silva, Marquinhos e Jemerson, elogiado por Roger Machado e Tite, e encantando a torcida, além de estar na mira do futebol europeu. Jovem de apenas 22 anos, ele reconhece, porém, que ainda tem muito o que aprender.
(Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)Neste domingo (2), no entanto, ele foi o professor de Bremer no clássico, e orientou o jovem companheiro, assim como ele, formado nas categorias de base do Galo. Ambos, inclusive, devem formar a dupla de zaga novamente na Bolívia, nesta quarta-feira (5), às 21h45 (de Brasília), contra o Jorge Wilstermann, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.
Após a vitória por 3 a 1 no clássico contra o Cruzeiro, Gabriel foi só elogios para o jovem companheiro e também para Roger Machado. "O trabalho era de médio e longo prazo. O Roger pegou a equipe e precisou remontar ela taticamente. Nós sempre falamos que o trabalho dele não deveria ser contestado porque nós sabíamos que as derrotas não eram culpa dele, mas sim de nós jogadores. Ficamos felizes com as vitórias nos últimos jogos, agora no clássico, e isso mostra a nossa evolução e o trabalho do Roger", exaltou.
"O Bremer dispensa comentários. Ele entrou no clássico e parecia que estava jogando uma partida normal. Fico muito feliz. Ele é jovem, como eu sou também. É muito gratificante para mim, que veio da base, ver outro jogador da base se destacando", afirmou.
"O Léo (Silva) faz isso (orientar) comigo e eu me senti na obrigação de fazer isso com o Bremer. Era o primeiro clássico dele, então, como tenho mais experiência que ele, me senti nessa obrigação. Mas vocês viram como ele jogou bem, foi muito seguro, não perdeu um lance, ganhou todas as bolas. Fico muito feliz porque ele foi muito bem e tranquilo no clássico. É como o Roger disse: ele não teve medo em momento algum de colocá-lo no jogo", finalizou.




