O comportamento violento e antidesportivo dos jogadores da seleção argentina, após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na prorrogação da final da Copa do Mundo de 2026, ontem, domingo, provocou uma onda de indignação generalizada na mídia mundial, o que levou a rede francesa “RMC” a levantar uma pergunta chocante: “Será que a Argentina se tornou a seleção mais odiada do mundo?”.
A emissora apresentou, em uma reportagem detalhada, sua surpresa com a maneira extremamente inadequada e violenta como os jogadores argentinos reagiram à derrota na final do Mundial de Futebol — um mundo que já havia se surpreendido com a tolerância demonstrada pelos árbitros em relação a eles ao longo do torneio, apesar de seu estilo agressivo e violento.
Ao apito final, Nahuel Molina deu um soco no peito de Rodri, sem motivo, enquanto ele corria para comemorar com a torcida, em seguida, Leandro Paredes se juntou a ele e agrediu Éric García e Javi com a ajuda de Thiago Almada, enquanto Roberto Ayala, um dos membros da comissão técnica argentina, deu um tapa em Dani Olmo, e Nicolás Otamendi proferiu insultos contra Rodri.
Essa violência foi seguida por um comportamento totalmente inadequado quando toda a delegação argentina virou as costas para a cerimônia de entrega da taça espanhola e, em vez disso, acenou para seus torcedores, em uma cena descrita como “lamentável” e “deplorable” pela mídia internacional.
Em um trecho amplamente divulgado, o programa espanhol “El Chiringuito” condenou a imagem “deplorável” da Argentina, e um dos jornalistas do programa a descreveu como “lamentável”, afirmando: “Eles se tornaram motivo de piada”, um sentimento repetido na maioria dos jornais espanhóis e em grande parte do mundo.
Na Itália, o jornal “La Gazzetta dello Sport” condenou o comportamento “vergonhoso” de Leandro Paredes devido à sua “briga no bar”; já a Inglaterra, que foi derrotada pela Argentina na semifinal por 2 a 1, foi ainda mais longe, com o jornal “Daily Telegraph” publicando a manchete: “Espanha vence a Copa do Mundo graças à vitória do futebol sobre a vergonha da Argentina”, acrescentando: “Futebol 1, desonestos 0”.
O jornal britânico “The Times” afirmou: “O estilo espanhol superou a loucura da Argentina”, em uma declaração que reflete o clima de desconfiança que cercou os campeões mundiais de 2022 nas últimas semanas, em meio a teorias da conspiração sobre uma suposta manipulação no campeonato da Fifa.
Acima de tudo, a tolerância dos árbitros, apesar das táticas violentas adotadas pelos companheiros de Lionel Messi, gerou profundo descontentamento, especialmente após as inúmeras faltas não punidas contra a Inglaterra na semifinal, o que gerou um forte sentimento de rejeição e ódio em relação aos jogadores de Lionel Scaloni, um técnico que se mostrou mais calmo e equilibrado do que alguns de seus jogadores.
Esse “ódio intenso” não passou despercebido pela imprensa argentina, onde o jornal “Página/12” o condenou veementemente, escrevendo em um artigo analítico dois dias antes da final: “Eles descobriram onde fica a Argentina há três dias e, mesmo assim, nos consideram o pior país do mundo. Atenção: o algoritmo os recompensa por seu ódio”.
E o jornal argentino acrescentou: “Durante a Copa do Mundo, milhões de pessoas acorreram às plataformas digitais para apoiar o país mais imperialista e genocida que se possa imaginar, apenas para que a Argentina não vencesse — até mesmo aqueles que já foram suas colônias. Esse é um registro desse pântano de ódio artificial contra a Argentina”.
O jornalista continuou: “Milhares de vídeos, milhões de visualizações, tuítes e comentários criaram um verdadeiro pântano onde pessoas de todas as partes do mundo se reúnem, unidas por um único sentimento: a Argentina é um país maligno e racista que qualquer pessoa sensata odeia, e isso ficou claramente evidente durante a partida contra a Inglaterra”.
