Abel Braga era o plano A do Fluminense para a vaga de Fernando Diniz, demitido na manhã dessa segunda-feira (19). O treinador, porém, manteve uma postura adotada anteriormente na carreira e não aceitou assumir o time no decorrer da temporada. Dorival Júnior se tornou o primeiro plano da diretoria. Mano Menezes também é observado.
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O técnico foi procurado logo após a saída de Fernando Diniz ser comunicada pela diretoria, no começo da manhã. No entanto, ele pediu para que a tratativa fosse conduzida por Fábio Braga - seu filho e empresário. Após uma nova consulta, o presidente Mário Bittencourt escutou que o técnico não tem a intenção de assumir um trabalho durante a temporada. A ideia é começa no ano seguinte.
Diante da resposta negativa do treinador, o Fluminense passou a tratar Dorival Júnior como o plano A. O técnico é o predileto para assumir o cargo. A informação foi divulgada pelo blog do Paulo Vinícius Coelho, publicado no UOL. Mano Menezes, que tem uma postura totalmente distinta, é um nome que agrada.
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(Foto: Nelson Almeida/AFP/Getty Images)
Mas o que esperar do Fluminense com esta mudança de treinador? A primeira alteração, com um possível "sim" de Dorival Júnior ou até de Mano Menezes seria a forma de atuar.
Fã do jogo coletivo e baseado em troca de passes, Fernando Diniz monta a equipe com bastante movimentação e sem ligação direta da defesa para o ataque.
O estilo adotado por Dorival Júnior é diferente do usado pelo antigo comandante da equipe carioca. O veterano monta times que jogam de forma ofensiva. No entanto, evita se apoiar na posse de bola. A velocidade dos homens de frente é algo bastante usado nos times de Dorival. Seu último trabalho foi com as cores do Flamengo, no fim do ano passado.
Mano Menezes tem outro perfil, algo bem próximo de Abel Braga, primeira opção da cúpula. O técnico é favorável à manutenção de defesas sólidas e se apoia na transição direta. A melhor forma de definir o trabalho do gaúcho é como o oposto do que fazia Fernando Diniz.
O peso da dupla, contudo, é fator preponderante para as críticas recentes à diretoria. Os técnicos agradam ao presidente Mário Bittencourt e ao vice-presidente de futebol, Celso Barros.


