Ainda que tenha sido extremamente efetivo ao bater, fora de casa, o Coritiba na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, o consenso geral mostra a curiosidade de duas verdades basicamente antagônicas no Fluminense: o trabalho de Abel Braga é visto como um dos melhores do país, ao mesmo tempo em que a equipe passa uma imagem de inconsistência.
Oscilação tricolor na tabela
Nas últimas cinco rodadas do Brasileirão, por exemplo, o Tricolor empatou três vezes, perdeu o clássico para o Botafogo e bateu o Coritiba: seis pontos conquistados em 15 possíveis. Ainda que três destes compromissos tenham sido fora de casa [empates contra São Paulo e Bahia, além da vitória sob o Coxa], o desempenho divide tricolores.
De fato, o Fluminense é um time de extremos nesta edição da Série A: conta com o artilheiro [Henrique Dourado, 9 gols] e o terceiro melhor ataque [23 gols]. Entretanto, é a quinta pior defesa do certame até aqui [22 tentos contra].
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Dentre alguns motivos que podem explicar essa oscilação tricolor, a pouca idade do elenco é apontada como uma força e uma fraqueza. O elenco é o mais jovem deste Brasileirão, com 23.78 em média de idade, mas Abel Braga conta com jogadores habilidosos. Os meninos vêm dando conta do recado, como bem observou o comandante tricolor.
Fluminense FC(Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)
“O positivo foi que a gente entrou com três meninos novos. No total, eram sete da base no time. Nos primeiros 20 minutos, ficamos abaixo. A gente sabia da postura deles. Vieram de bom resultado contra o Avaí. A gente tinha convicção de que faríamos um bom jogo”, disse após a vitória sobre o Coritiba.
E os meninos estão realmente correspondendo: nos 5 pontos somados fora de casa, três gols foram anotados por jovens com menos de 22 anos [Wendel, Richarlison e Léo]. Ainda que estejam amadurecendo no futebol, o Fluminense mostra que, com paciência, pode melhorar neste Brasileirão. E com jogadores como Henrique e seu xará, o artilheiro Dourado, pode complementar a pouca experiência dos demais. Idade não é desculpa.


