O espanhol Cesc Fàbregas, treinador do clube italiano Como, alertou que sua equipe pode ser obrigada a disputar a Liga dos Campeões da Europa com um elenco extremamente reduzido, que não ultrapassaria 16 ou 17 jogadores.
Isso se deve às restrições e aos regulamentos rígidos impostos pela União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), já que a equipe carece do número exigido de jogadores formados na academia de base do clube. Ao mesmo tempo, ele destacou a boa recepção às novas contratações realizadas recentemente por sua equipe, como Máttia Liberali, Luis Milla e Kaike.
Esses desafios surgem após a rápida ascensão conquistada pela equipe; depois de atuar na segunda divisão apenas dois anos atrás, o clube italiano se viu preparando-se para participar da mais prestigiada competição continental após terminar em quarto lugar no Campeonato Italiano na temporada passada.
Essa rápida escalada surpreendeu a direção do clube, que enfrentou um obstáculo relacionado às regras da Uefa sobre jogadores locais e formados na academia; a Como sofreu na temporada passada por contar com apenas um jogador italiano em seu elenco, que atuou por um único minuto ao longo de toda a temporada.
Fàbregas explicou essa crise durante uma coletiva de imprensa, afirmando, segundo o site "Football Italia": "Temos restrições na lista da Uefa e, como ainda não possuímos uma academia de base capaz de nos fornecer determinados requisitos, vamos nos encontrar na Liga dos Campeões com um elenco composto por apenas 16 a 17 jogadores. É por isso que precisamos formar nossos próprios jogadores, um processo que exige tempo e não pode ser concluído em dois ou três anos".
Na busca do clube por corrigir essa deficiência, o Como contratou Máttia Liberali, jogador da seleção italiana sub-21 e ex-jovem do Milan, vindo do Catanzaro. Fàbregas comentou sobre sua chegada: "Liberali me ligou dias antes do início dos preparativos porque queria estar conosco desde o primeiro dia. Demonstrou muita vontade e assimilou nossas ideias rapidamente; vai jogar amanhã, onde pode atuar como armador ou falso nove".
No que diz respeito ao mercado de transferências de verão, o técnico espanhol expressou sua satisfação com as novas contratações para compensar as saídas, dizendo: "Sabíamos das saídas de Alberto Moreno e Sergi Roberto, mas conseguimos substituí-los rapidamente; Kaike chegou para compensar Moreno, enquanto Luis Milla é uma opção que acompanhávamos desde janeiro passado, pela personalidade de liderança que possui e pela capacidade de dar equilíbrio e organização à equipe. Também gosto muito da paixão e da combatividade defensiva de Kaike, e estamos trabalhando com ele atualmente para desenvolver seu estilo na posse de bola".
Fàbregas abordou os jovens craques da equipe que retornam de férias após suas participações internacionais, como Nico Paz, que esteve com a seleção da Argentina na Copa do Mundo, além de Assane Diao e Martín Baturina; ressaltando que, com o aumento das expectativas em torno deles, cresce também a pressão, e que o papel da comissão técnica é apoiá-los nesta fase. O treinador revelou que Paz retornará em 17 de agosto e descartou sua participação no aguardado amistoso contra o Liverpool.
Fàbregas saudou a decisão de reconduzir Roberto Mancini ao cargo de treinador da seleção italiana, elogiando suas capacidades técnicas e seu vasto histórico como treinador; ele apontou que sempre foi admirador de sua filosofia de jogo desde sua passagem pelo Manchester City, descrevendo-o como "o treinador vencedor que apresenta um futebol agradável".
A decisão foi oficializada com o retorno de Mancini ao comando técnico da "Azzurra" após três anos de sua renúncia para treinar a seleção da Arábia Saudita; a direção da Federação Italiana preferiu recorrer novamente a seus serviços após negociações que realizou com nomes de peso, como Carlo Ancelotti, Pep Guardiola e Andrea Pirlo, uma opção que alguns consideraram um retrocesso, enquanto Fàbregas discordou, afirmando que se trata de um passo positivo para o futebol italiano.
Fàbregas disse, segundo o site italiano: "Sempre admirei Mancini e o acompanhava desde os tempos do Manchester City. Conversei com ele várias vezes, e é um treinador de personalidade vencedora e exigente, que apresenta um bom futebol. Provou como conquista sucessos quando foi campeão da Eurocopa, e estou muito feliz por ele".


