O esloveno Jan Oblak já pode ser considerado um grande ídolo para os torcedores do Atlético de Madrid, e está apenas a um jogo de pode comemorar o seu primeiro título de liga espanhola pelos colchoneros. Além disso, o goleiro deverá receber pela quinta vez em sua carreira o famoso Troféu Zamora – que premia o arqueiro menos vazado de La Liga.
Caso o Atleti vença o Real Valladolid, neste sábado (22), conquistará pela 11ª o título espanhol. Considerado um dos melhores goleiros do mundo, Oblak acumula 123 jogos sem sofrer gols em um total de 228 compromissos – na atual temporada foram 100 defesas ao longo de 37 partidas. E antes deste confronto decisivo, o esloveno conversou de forma exclusiva com a Goal.
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Esta La Liga tem sido para corações fortes, mas é possível dizer que o Atleti é o time que mais faz seus torcedores sofrerem no mundo?
“Sempre houve sofrimento durante toda a história do clube. É assim desde que eu conheço, nenhum título veio fácil. Uma pessoa me contou que dos 10 títulos que o Atleti ganhou só um deles foi garantido antes da última rodada. Cada título que está em jogo para o Atlético é suado até o final, e não vai ser diferente desta vez. É preciso saber sofrer. Já estou aqui há sete anos e isso é o que a final deixa de bonito no futebol, é por isso que o futebol é tão interessante. Nunca dá para saber o que vai acontecer”.
A virada contra o Osasuna, na penúltima rodada, foi emocionante... o que você sentiu durante aqueles sete minutos finais, que poderiam ter marcado a queda do time para a vice-liderança?
“Foi um jogo muito bom, no primeiro tempo nós tivemos muitas oportunidades para marcar. No segundo também. Depois aconteceu que, na primeira chance deles, a bola entrou. Ninguém queria isso e ninguém esperava, mas aconteceu. Faltavam uns minutos e tínhamos que acreditar até o fim. Primeiro empatamos e depois buscamos o segundo até que conseguimos. As coisas não saíram como nós queríamos, mas fizemos um grande jogo e nos doamos por completo. Si não ganhássemos contra o Osasuna a coisa ia complicar muito. Nós estávamos conscientes do que estava em jogo”.
Contra o Valladolid será outra final. Como é preciso jogar esta partida?
“Vai ser um jogo muito duro, difícil. Nós brigamos pelo título e eles para fugirem do rebaixamento. Vai ser um jogo disputado por ambas as partes. Tanto nós como eles vamos entrar com tudo para ganharmos os três pontos”.
Você é considerado, na opinião de muita gente, o melhor goleiro do mundo. Qual goleiro foi seu ídolo e qual te inspira mais?
“Quando eu era pequeno eu gostava de vários goleiros. Não tínhamos a facilidade de hoje, com a internet, mas eu tinha os meus ídolos. Eu gostava do Buffon, do Casillas e também do Peter Schmeichel... tivemos vários grandes goleiros. Assim como agora eu tenho competidores e existem muitos ótimos goleiros que brigam por títulos. Na Espanha, seja na primeira ou segunda divisão, temos vários grandes goleiros, que para mim são competidores e que possuem um grande nível. Dizer nomes? É difícil. A gente sempre pensa nos goleiros dos grandes clubes porque eles têm mais torcida e se fala mais deles, mas o nível de goleiros nesta liga (espanhola) e nas outras ligas mundiais é enorme. Seria um pouco injusto citar outros”.
Você sempre diz que o Messi é o melhor do mundo, então escolha para nós cinco nomes que você gostaria de jogar uma pelada?
“É uma pergunta difícil, sim, mas eu sempre falo do Messi. Ele é espetacular. Está no máximo nível. Para mim, é o melhor. Outro que eu escolheria seria o Cristiano (Ronaldo), que marcou uma época com o Messi na história do futebol. É preciso admirar tudo o que eles fizeram. É difícil dizer, mas se eu for o goleiro gostaria de colocar cinco defensores (risos). Aí eu escolheria os caras do meu time: Savic, Giménez, Godín, Felipe... eu poderia citar vários. É um pouco injusto falar de nomes, todos possuem um grande nível”.
Para você, o que significa jogar no Atlético de Madrid?
“Depois de tantos jogos e tantos anos, quando você chega já vê que o Atlético de Madrid tem uma torcida espetacular. É um clube com uma história bonita, que jamais conquistou facilmente as coisas e que compete contra os melhores do mundo. E aqui, a primeira coisa que você sente é que em qualquer jogo ou treino, não importa, você tem que se dedicar 100%. O Atleti é lutar, fazer o melhor que você puder. Você se sente relacionado com o mesmo caminho traçado pelo clube. Não é possível chegar ao Atleti e jogar de outra forma. Aqui tem que doar tudo e eu me sinto orgulhoso de ser do Atleti”.
Já pensa em como comemorar, caso o Atleti seja campeão espanhol?
“Eu não penso em ganhar a liga agora. A única coisa que eu quero fazer é me preparar o melhor possível para sábado, como todo o time. Queremos ganhar. É uma final para eles e para nós. Vai ser um jogo complicado e não quero nem pensar em outra coisa. Só me preparar para o jogo e jogar o melhor possível. E aí veremos se será o momento para celebrar ou para estar triste”.
