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Eliminado da Libertadores, São Paulo perde jogo "normal", e é aí que mora o problema

23:46 BRT 30/09/2020
River Plate São paulo Daniel Alves Libertadores 01 10 2020
O jogo era complicado, o mais difícil da primeira fase, mas mais uma vez o time do Morumbi não arrancou uma vitória quando precisava

Quando o são-paulino for lembrar da campanha do time na Libertadores de 2020, provavelmente não vai se doer por uma derrota por 2 a 1 para o ótimo River Plate em Buenos Aires. Mas o jogo da noite desta quarta-feira (30), se não é o mais frustrante da campanha, confirma a eliminação escancarando as dificuldades de um time que não consegue vencer as grandes partidas e deixa a Copa de forma antecipada.

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O tricampeão da América, que soma 20 participações no torneio e que na maioria delas ficou ao menos entre os oito melhores, venceu só um de cinco jogos desta vez. Agora, restará chegar no sexto compromisso da fase de grupos apenas para disputar uma vaga na Copa Sul-Americana contra o lanterna Binacional, que, tirando a vitória sobre o próprio time brasileiro, perdeu os outro quatro duelos, levando 19 gols e sem marcar nenhum .

As condições já eram muito difíceis na Argentina, onde o São Paulo entrou em campo precisando vencer todos os pontos em disputa e ainda contar com uma difícil combinação de resultados. O retrospecto também apontava para o tamanho da missão, sendo que o time paulista só havia vencido um de 13 jogos como visitante no país pela Libertadores.

Mas o problema é que o São Paulo não consegue tirar uma vitória da cartola. O desafio era duro? Claro. Mas em algum momento os grandes clubes vencem duelos improváveis também. No resumo, o elenco paulista apresentou o jogo de sempre, esperado, com entrega e alguma qualidade no início da construção das jogadas, mas com muita facilidade em ser batido.

Assim como no jogo contra a LDU, semana passada, a defesa do time de Fernando Diniz ofereceu espaços para o adversário entrar com facilidade na cara do gol desde o início. O River finalizou dez vezes no primeiro tempo, sendo pelo menos quatro em lances de frente para o goleiro Tiago Volpi. Duas entraram, mas poderia ter sido mais, como diante dos equatorianos.

A diferença de qualidade técnica e também de intensidade ficaram evidentes, e a formação mais experiente de Diniz não funcionou muito, tanto que Hernanes já não voltou para o segundo tempo. A equipe até criou chances na etapa final, desesperada atrás da igualdade. No fim, terminou com um ataque que tinha Tréllez, Paulinho Bóia, Brenner e Toró, mas o gol não saiu.

A sensação é de que o São Paulo precisa de alguma forma competir melhor. Dar um jeito de ganhar jogos e deixar de sofrer tantos gols - são nove jogos seguidos sendo vazado, sendo 8 gols levados nos últimos três duelos continentais. É muita coisa.

Era esperado que os problemas técnicos e táticos não seriam resolvidos logo no jogo mais complicado da temporada, a visita a um dos melhores times do continente, favorito a ir longe mais uma vez na Libertadores e com um trabalho muito sólido nas mãos de Marcelo Gallardo. Mas não se pode ignorar que o São Paulo se acostumou a perder esses jogos "normais", e é exatamente aí que mora o problema.

Quando o tricolor tem tudo para perder... perde mesmo. Assim saiu derrotado nas três viagens da Libertadores, e ainda empatou uma no Morumbi, que já viveu tempos de muito mais consistência nos encontros internacionais. Desse jeito fica quase impossível seguir firme no topo e, além disso, o momento acaba acostumando o clube às eliminações precoces.