Um memorando de pesquisa interno da Federação Internacional de Futebol, a FIFA, revelou que a entidade iniciou os primeiros passos para estudar a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo de 48 para 64 seleções a partir da edição de 2030, por meio da contratação de uma entidade independente para elaborar uma avaliação abrangente da proposta, que gerou polêmica desde que foi apresentada no período recente.
O torneio foi disputado com a participação de 32 seleções de 1998 até 2022, antes que o número de seleções subisse para 48 na última edição (2026).
De acordo com o documento datado de 30 de julho de 2026, a FIFA pretende contratar uma entidade independente para elaborar um estudo abrangente que avalie a viabilidade dessa expansão e o seu impacto sobre o torneio e o sistema do futebol mundial, antes de tomar qualquer decisão final.
O documento esclareceu que o objetivo do estudo é determinar se elevar o número de seleções participantes de 48 para 64 afetará o valor esportivo e comercial do torneio, além dos seus reflexos sobre o sistema do futebol como um todo, devendo o estudo abranger todos os aspectos relacionados à proposta.
Por sua vez, o jornalista britânico Martyn Ziegler revelou, por meio da sua conta na plataforma X, que a FIFA já emitiu um documento preliminar para estudar a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções, apontando que o próximo dia 14 de agosto será a data para a tomada de decisão sobre a nomeação da entidade independente que se encarregará de elaborar o estudo.
Ziegler acrescentou que a agência, caso sua nomeação seja aprovada, terá cerca de apenas 4 semanas para concluir a sua análise, de modo que o relatório esteja pronto antes de 19 de setembro, data proposta para a votação das federações nacionais sobre outro projeto que gera ampla polêmica nos bastidores do futebol, relacionado à venda de uma parcela dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores do setor privado.
Ziegler levantou questionamentos sobre quem seria o maior beneficiado com a ideia de expandir o torneio, insinuando que os potenciais investidores podem estar entre os principais beneficiários, diante da coincidência da proposta com o projeto da FIFA de reestruturação das atividades comerciais da entidade internacional e da abertura de portas a investimentos externos.
Esse desdobramento ocorre em um momento em que a FIFA enfrenta pressões crescentes por causa do seu projeto comercial, depois que várias confederações continentais, com destaque para a União Europeia de Futebol (UEFA), a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Confederação Asiática de Futebol, anunciaram a rejeição à proposta, em meio a temores sobre o seu impacto no futuro do esporte e na sua gestão.
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