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Diniz colocou teoria à prova - e viu Brenner multiplicar seus gols no São Paulo

11:45 BRT 31/10/2020
Brenner São Paulo Fortaleza Copa do Brasil 25102020
Técnico se impressionou com a capacidade que o garoto, esquecido no Morumbi, tinha de acertar o gol adversário nos treinos

Fernando Diniz não é unanimidade no São Paulo, ainda alternando momentos de paz e cobrança da torcida, mas tem no seu goleador da temporada o grande trunfo do trabalho até aqui. Brenner, alçado ao time profissional do clube ainda aos 17 anos e visto por alguns no Morumbi como um 'flop', tornou-se referência sob a batuta do treinador tricolor, especialmente na segunda metade de 2020.

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'Flop', para quem não tem intimidade com o termo usado mais de uma vez nas conversas da reportagem com alguns profissionais do São Paulo, é algo que causa grande expectativa, mas não corresponde em campo. Brenner foi um dos grandes artilheiros da base tricolor, mas não conseguiu emplacar no time de cima, com apenas quatro gols marcados em mais de 30 jogos disputados entre 2017 e 2019.

Para se ter uma ideia, sua passagem pelo sub-17 foi tão fenomenal que ele chegou a ter média de dois gols por jogo, com 34 redes balançadas ao final da temporada da base. Se não serviu para ele "virar" no time de cima, ao menos fez com que Diniz, em busca de um goleador no Fluminense, pedisse o seu empréstimo.

No Flu, Brenner atuou pouco, sendo aproveitado em seis jogos e sumindo das partidas assim que o comandante foi demitido. O contato diário, no entanto, deixou claro uma coisa para Diniz: o atleta precisa de poucas chances para fazer um gol. Os relatos são de que os treinos de finalização de Brenner superam com larga margem muitos de seus companheiros mais badalados, tanto no Rio quando em São Paulo.

Confiante que conseguiria retomar em Brenner essa veia artilheira mesmo entre os profissionais, Diniz voltou a contar com o atleta em 2020. Brenner ainda tinha um contrato relativamente longo (expira em setembro de 2022) e, sem contratações, aparecia como uma alternativa válida a Pablo e Alexandre Pato.


Foto: Staff Images/Conmebol

Assim que o segundo foi liberado pelo clube, ele passou a ter mais chances seguidas e comprovou que a teoria, ao menos com certa insistência, consegue se comprovar na prática. O atacante que acertava 9 de 10 bolas no gol em todo treino de finalização trouxe esse parâmetro para os jogos.

Aposta no clássico contra o Corinthians, duelo que firmou as convicções do treinador, como a dupla de zaga Diego Costa e Léo, Brenner marcou o gol da vitória diante do rival e mostrou que tinha bastante a dar para o São Paulo. Diniz o chamou para conversar, entendeu melhor sua movimentação em campo e passou a desenhar o time que melhor servisse o garoto.

O resultado é evidente: são 12 gols em 17 jogos desde então, com média de um a cada 89 minutos no Brasileiro. E o que mais impressiona o estafe são-paulino: é um jogador que possivelmente seria negociado, hoje titular do clube ainda aos 20 anos e com um longo contrato que protege o Tricolor do assédio internacional. Nota alta para o professor Diniz.