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France v Spain: Semi Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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Deschamps causa surpresa ao substituir Rabiot na semifinal da Copa do Mundo

Antes de enfrentar a Inglaterra na disputa pelo terceiro e quarto lugares da Copa do Mundo, Didier Deschamps deu sua última coletiva de imprensa como técnico da seleção francesa. O técnico francês não tentou minimizar a amargura da recente derrota para a Espanha, reconhecendo que a “La Roja” merecia estar na final, após ter demonstrado grande frustração logo após a eliminação, quando dirigiu críticas contundentes ao desempenho da arbitragem.

Em sua análise técnica da partida, Deschamps afirmou durante a coletiva de imprensa, segundo o site “Foot Mercato”: “Temos que aceitar a derrota, pois a seleção espanhola foi melhor do que nós”.

Apesar dos indicadores físicos satisfatórios da equipe, em sua opinião, o técnico sentiu que sua equipe foi superada pelo adversário em termos técnicos e táticos, graças ao espírito coletivo dos espanhóis, que “elevaram o nível do desafio”. Ele descreveu essa eliminação como devastadora, afirmando que “a magnitude da decepção é proporcional às nossas grandes ambições”.

Quando questionado sobre sua insistência em jogar com um esquema puramente ofensivo, baseado em quatro atacantes, Deschamps defendeu com veemência suas convicções, dizendo: “Vocês têm o direito de fazer todas as perguntas e formular suas próprias teorias, mas não é essa a questão; a seleção espanhola também jogou com quatro atacantes”.

O técnico explicou que o problema dos “Galo” residiu na falta de domínio da bola e na qualidade do adversário, e não na escolha da tática, acrescentando: “Não conseguimos atacar com eficácia, caímos na armadilha de desperdiçar a posse de bola, e foi o adversário que nos impôs isso. No Mundial do Catar, jogamos com quatro atacantes e isso não nos impediu de chegar à final. Essa é uma escolha pela qual assumo a responsabilidade”, enfatizando que não escolheu essa formação apenas para embelezar a imagem da equipe ou mostrá-la com um perfil ofensivo.

Nesse mesmo contexto, Deschamps abordou os bastidores de uma de suas decisões mais marcantes na partida da semifinal: a substituição do meio-campista Adrien Rabiot no intervalo. Ele revelou que foi o próprio jogador, que já havia recebido um cartão amarelo, quem o alertou durante a partida.

Deschamps contou os detalhes do momento, dizendo: “Rabiot veio até mim durante o intervalo para beber água e me disse: ‘Não consigo mais jogar do jeito que costumo jogar’. Quando você é meio-campista, o jogo gira em torno de você em um ângulo de 360 graus. Então eu disse a ele: ‘Se controle e não se precipite ao esticar a perna nas disputas de bola, porque a situação era perigosa. Já passei por partidas assim antes e sei como, nessas situações, o jogador se transforma em um fantasma de si mesmo”.

Ciente do risco de Rabiot receber um segundo cartão amarelo, Deschamps preferiu não arriscar, explicando: “Eu poderia ter conduzido as coisas de maneira diferente, mas não fico muito pensando nessas hipóteses. Tomei minha decisão com base nos dados que tinha à minha frente e na minha experiência anterior”.

Apesar da grande amargura por não ter chegado à final, Deschamps rejeita a ideia de disputar a próxima partida com indiferença; ele espera uma reação forte de seus jogadores contra a Inglaterra, em um confronto que não considera de forma alguma secundário, e concluiu sua declaração dizendo: “Este não é um jogo amistoso, mas sim um confronto real pelo terceiro lugar na Copa do Mundo. Meu dever é fazer tudo o que estiver ao meu alcance para alcançar esse objetivo; temos uma responsabilidade para com milhões de franceses.”

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