O PSG tem um desafio complicado nesta terça (06), às 16h45 (de Brasília). O placar de 3 a 1 construído pelo Real Madrid no primeiro jogo das oitavas de final da UEFA Champions League parece complicado de reverter, mas o próprio passado dos parisienses mostra, em duas ocasiões, que é possível acreditar na virada. O diário espanhol "Mundo Deportivo" lembrou de tais episódios.
O primeiro exemplo de como dá para alcançar a vaga nas quartas de final da competição europeia vem da temporada 1992/1993, na qual as equipes se enfrentaram na então Copa da UEFA, atualmente conhecida como Liga Europa. A vaga na semifinal da competição estava em jogo e os Merengues chegaram a Paris com uma vantagem de 3 a 1 feita em casa, graças aos gols de Emilio Butragueño, Ivan Zamorano e Míchel. David Ginola descontou para os visitantes.
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(Foto: Allsport)/Getty Images
O dia 18 de março de 1993 ficou marcado na história do PSG. A partida de volta, no Parc des Princes, foi palco de uma partida que foi um teste para o coração dos torcedores parisienses, pois o time da casa inaugurou com George Weah com um gol de cabeça após cobrança de escanteio no primeiro tempo. O segundo tempo teve os ingredientes para um jogo memorável. Os comandados de Artur Teixeira correram atrás do placar adverso nos últimos 16 minutos, com o segundo gol marcado por Ginola aos 35 e o terceiro graças a um chute rasteiro do meio-campista brasileiro Valdo, aos 44 do segundo tempo.
A partida teve seis minutos de prorrogação, suficientes para Zamorano marcar o que poderia ser o gol para levar o encontro para prorrogação, porém coube ao zagueiro Antoine Kombouaré, aos 48 minutos, ir às redes e fazer o estádio vibrar a classificação para a semifinal, fase na qual a equipe viria a ser eliminada pela Juventus com o placar agregado de 3 a 1.
A segunda vez que o Paris Saint-Germain fez a festa em cima dos Blancos foi no ano seguinte. Desta vez, os franceses tiveram menos dificuldade para superar os espanhóis.
Vindo de uma campanha fraca no campeonato nacional e eliminados da Copa do Rei pelo Tenerife, a equipe de Madrid apostou todas as fichas na Taça das Taças, competição intercontinental extinta em 1999. Mesmo assim, eles não conseguiram segurar o ímpeto do time de Paris.
Mais uma vez com o primeiro jogo no Santiago Bernabéu, George Weah foi fundamental para construir a vantagem de 1 a 0. Na volta, os Merengues, que contavam com Vicente Del Bosque como treinador interino, até fizeram um esforço para reverter o placar, com um gol de Butragueño, porém mais uma vez outro brasileiro acabou com as esperanças dos visitantes. O zagueiro Ricardo Rocha marcou o gol de empate após a saída errada do goleiro Paco Buyo. As equipes se reencontraram na fase de grupos da edição 2015/2016 da Champions League, porém o primeiro confronto, em Paris, terminou sem gols, cabendo ao zagueiro espanhol Nacho fazer o tento da vitória no segundo jogo.

