Copa do Mundo a cada dois anos? Entenda a proposta analisada pela Fifa

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A Fifa está estudando mudanças profundas no seu calendário e a possibilidade de realizar a Copa do Mundo a cada dois anos, e não a cada quadro, como acontece desde a criação da competição. A mudança é polêmica, mas tem o apoio de pessoas importantes da entidade.

Arsene Wenger, lendário treinador do Arsenal e atual chefe de desenvolvimento do esporte na entidade, diz que é possível encaixar mais edições de Copa do Mundo nas temporadas, reajustando a quantidade de jogos classificatórios e diminuíndo as Datas Fifa.

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Não só apenas a mudança é polêmica, mas também o que o francês disse para defender o projeto. Para Wenger, Copa do Mundo a cada dois anos é um desejo dos torcedores.

"Nós garantiríamos um período de descanso após cada torneio", explica Wenger à Kicker. "Pense desta forma: Copa do Mundo no México, EUA e Canadá em 2026. Eurocopa e torneios continentais em 2027. Outra Copa do Mundo em 2028. E assim por diante. Mais jogos decisivos, menos jogos de qualificações. É isso que os torcedores querem".

A proposta foi apresentada pela Arábia Saudita no 71º congresso da Fifa e aprovada pela maioria dos integrantes do quadro da entidade: 166 federações votaram a favor e apenas 22 votaram contra o projeto.

O francês também explicou como seria a mudança do calendário no decorrer da temporada e citou o caso de Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, que teve uma lesão na Data Fifa de março e perdeu as quartas de final da Liga dos Campeões contra o PSG.

"Sempre tive a sensação de que as muitas pausas curtas eram bastante desfavoráveis para os jogadores. Esses sempre foram momentos de incerteza. Como os jogadores estão se sentindo mentalmente depois do jogo? Você volta machucado? Foi exatamente o que aconteceu com Lewandowski. Isso arruinou toda a temporada da Liga dos Campeões do Bayern".

"As seleções podem se encontrar em outubro, disputar sete partidas de qualificação durante um mês e, em seguida, disputar as finais de um torneio em junho", acrescentou. "Queremos reduzir o número de jogos, isso é muito importante porque podemos ver o estado dos jogadores".