A seleção brasileira já se classificou para a Copa do Mundo de 2022 no Qatar, mas alguns possíveis recordes a serem batidos podem servir de motivação para a equipe de Tite na reta final das Eliminatórias. Ao todo, o Brasil ainda tem chance de chegar a algums marcas notáveis neste formato de classificação.
Mesmo tendo os resultados necessários dentro de campo, a atuação da seleção brasileira nas Eliminatórias não tem agradado todo mundo, mas será que alguns recordes quebrados podem mudar isso? Se sim, o time de Tite pode passar a ser bastante elogiado.
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Ainda que restem mais cinco rodadas e tendo um jogo suspenso, a seleção brasileira já garantiu sua vaga para a Copa do Mundo de 2022, e para isso precisou do menor número de rodadas da história deste formato de Eliminatórias. E agora, nesta reta final, pode aproveitar para chegar a alguns outros recordes, começando já no jogo desta terça-feira (16), contra a Argentina, conforme levantou o GE.com.
Vinda de uma sequência de 29 jogos invictos nas Eliminatórias, sendo 14 deles fora de casa, a seleção, em caso de vitória ou empate contra os hermanos, vai igualar a melhor sequência como visitante da história do torneio, que pertence à própria Canarinha. Entre 1954 e 1993, quando, em outro formato de disputa, ficou 15 jogos seguidos sem ser derrotado fora das terras brasileiras.
Se conseguir conquistar mais nove pontos, a seleção de Tite terá, ao lado da Argentina de Marcelo Bielsa, nas Eliminatórias para a Copa do Japão e da Coreia do Sul, a melhor campanha do torneio classificatório. Na ocasião, os hermanos totalizaram 43 pontos durante a disputa. O Brasil ainda pode chegar aos 49, passando bastante esta marca, ou até mesmo aos 52, em caso de triunfo - dentro ou fora de campo - no jogo suspenso contra a Argentina.
Caso se igualasse ou passasse a seleção de Bielsa, o Brasil também teria a sua melhor campanha nas Eliminatórias, que até agora foram os 41 pontos conquistados no classificatório para o Mundial da Rússia de 2018.
A seleção de Tite também pode superar os comandados de Bielsa em outro quesito. Também nas Eliminatórias para a Copa de 2002, os hermanos chegaram aos 42 gols marcados durante o torneio, número que pode ser alcançado pelo Brasil, desde que haja uma melhora na média de bolas na rede por jogo.
Hoje, a seleção tem 27 gols marcados em 12 jogos, ou seja 2,25 por partida. Se mantida essa média, até o final da disputa, a seleção terá 38 gols marcados. Ou seja, o ataque brasileir precisa suar mais para alcançar esta marca.
Getty ImagesE, se isso acontecer - ou não -, ainda existe a chance de o Brasil, pela primeira vez desde as Eliminatórias de 2006, terminar o torneio com o artilheiro. Com sete gols, Neymar, que não vai jogar contra a Argentina, é o vice-artilheiro desta edição, atrás apenas de Marcelo Moreno, com um a mais do que o brasileiro.
Por outro lado, o recorde de melhor defesa é um que o Brasil tem grandes chances de garantir. Até agora, com 12 jogos disputados, a seleção de Tite levou apenas quatro gols (dois do Peru, um da Venezuela e um do Uruguai). O menor número de gols sofridos neste formato das Eliminatórias pertence justamente à Canarinha, que sofreu apenas onze bolas na rede nas Eliminatórias para as Copas de 2010 e 2018.
Neste caso, a média que o Brasil tem é mais do que suficiente para estabelecer a melhor marca da história.
E, se vencer a Argentina, a seleção ainda tem a chance de mais um recorde de invencibilidade. Com mais dois jogos sem resultado negativo, contra os hermanos agora é contra o Equador em janeiro, a equipe de Tite vai igualar a maior sequência invicta de toda a história das Eliminatórias, que pertence à própria Canarinha, que passou 31 partidas sem perder entre 1954 e 1993.
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