Calma com "el profe": Rueda faz testes no Fla e torcida reclama; treinador segue suas convicções

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LUIS ACOSTA/AFP/Getty
Colombiano ainda está conhecendo o elenco e precisa colocar jogadores pouco utilizados em campo

Quando Reinaldo Rueda chegou ao Flamengo, o discurso de todos foi de que o momento era de paciência e que o treinador só teria de fato a possibilidade de desenvolver o seu trabalho a partir da próxima temporada. Mas um mês depois que o colombiano assumiu o Rubro-Negro, as críticas começam a fazer burburinho. 

A eliminação na Primeira Liga, o empate com o Cruzeiro, no Maracanã, pelo primeiro jogo da final da Copa do Brasil e a derrota por 2 a 0 para o Botafogo neste domingo contribuiram para que a torcida questionasse algumas decisões do treinador.

Apesar disso, Rueda segue firme cumprindo aquilo que lhe foi proposto. É difícil esperar que um técnico estrangeiro chegue no meio para o final de uma temporada e não tenha problemas. Futebol não é mágica, é trabalho, e como todo trabalho os frutos começam a aparecer a longo prazo. 

O treinador tem a sua forma de jogar e passou isso para a equipe que conseguiu assimilar rapidamente no setor defensivo. O Flamengo passou a ter uma defesa sólida e graças a ela correu pouquíssimos riscos na semifinal da Copa do Brasil, garantindo a vaga na grande decisão mesmo sem ser brilhante no ataque.

Arão Pimpão Botafogo Flamengo Copa do Brasil 17 08 2017
(Foto: Vitor Silva / SS Botafogo / Divulgação)

No primeiro jogo da decisão, contra o Cruzeiro, teve mais a bola, porém criou pouco, podemos destacar desfalques de Guerrero e Felipe Vizeu, mas o treinador acertou ao improvisar Lucas Paquetá na posição. O maior problema de Rueda então foi ter tirado um lateral, sem necessidade, durante a partida e colocado um jogador improvisado.

Rodinei saiu da direita, Pará assumiu a posição e Everton, que já atuou na lateral-esquerda é verdade, mas a anos atrás, assumiu a responsabilidade no decorrer da partida. Momento de desorganização aproveitado pelo Cruzeiro que empatou o jogo numa falha de marcação e infelicidade do goleiro Thiago.

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Neste domingo, contra o Botafogo, o treinador optou por escalar um time misto, de olho também nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Mas mais do que isso, Rueda demonstrou que quer conhecer o elenco, saber com quem pode e com quem não pode contar. Vê o comprometimento de cada atleta e buscar opções novas para seu trabalho que acabou de começar.

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(Foto: Buda Mendes / Getty Images)

Ele assumiu o risco, tanto que acabou sendo derrotado pelo Botafogo quando a torcida vivia a expectativa de uma arrancada no Brasileiro. Perdeu, mas quem perdeu mais foram os atletas que tiveram oportunidade e decepcionaram bastante como Rômulo, que até hoje, nove meses depois, não mostrou a que veio. Geuvânio também está longe de corresponder a altura e deve descer um degrau na escala de prioridades do treinador.

Focado em terminar o ano com pelo menos um título no comando do Flamengo, Rueda tem mais chances na Copa do Brasil e na Sul-Americana, mas como em todo mata-mata um erro pode ser fatal, ele sabe que o caminho não será fácil, mas espera que no meio de tudo isso, consiga pelo menos um esboço da próxima temporada e principalmente descobrir o que vai e não vai precisar para 2018. Agora, é o momento de cumprir a promessa e ter calma com o el profe.

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