Por Luís Butti, de São Paulo 
Confesso, eu durante meus 35 anos, já vi muita coisa absurda na arbitragem brasileira. Aberrações, erros crassos, expulsões inacreditáveis entre outros. Mas o que aconteceu domingo na Arena Corinthians com o bizarro equívoco de três metros cometido pelo bandeirinha Pablo Almeida da Costa e o árbitro Ricardo Marques Ribeiro beirou o desumano.
E, para não parecer leviano, eu não vou afirmar. Mas foi algo tão absurdo que pareceu premeditado, proposital para, sem sucesso, segurar o Corinthians na tabela.
Me desculpa, mas um erro desses dá sim, essa margem.
Não interessa para ninguém na alta cúpula da CBF, nos patrocinadores, nas emissoras que o Corinthians mate o Campeonato Brasileiro na 30ª, 32ª Rodada do Brasileiro, mas é o que o time de Carille, rodada a rodada, aparenta que vai fazer. A diferença só mantém ou aumenta, pois os perseguidores tropeçam de uma forma pior do que os tropeços da equipe de Carille, mesmo cheia de desfalques e contusões.
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(Foto: NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)
E esse tipo de erro só contribui para o tal pensamento para qualquer clube. Podia ser qualquer outro dos dezenove, que faria o torcedor das outras equipes pensar o mesmo: tentar equilibrar o Campeonato baseado em erro de arbitragem.
Não foi o primeiro. Contra a Chapecoense, Santos e Coritiba o Corinthians já havia sido bastante prejudicado. Se, sem aqueles erros, o Corinthians vence a equipe da Arena Condá e o Coxa, o Corinthians estaria com doze pontos na frente do segundo colocado antes de terminar o Primeiro Turno. Doze.
Este absurdo só nos faz pensar em duas hipóteses: a primeira, a mais óbvia delas, a adoção imediata do teste de recurso eletrônico, o qual a CBF reluta em aceitar. Aval da FIFA ela já possui. A quem interessa manter a arbitragem da forma que está ?
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
O Corinthians está à caminho de vencer o seu quarto Campeonato Brasileiro de pontos corridos em doze anos, e se levanta essa lebre quando uma equipe ameaça dominar o cenário nacional.
A outra solução é arbitragem estrangeira, especialmente a europeia. O húngaro Sandor Puhl (Final Copa 1994) e o francês Remi Arrel já apitaram Finais com o Corinthians. E brilharam.
Porque, sinceramente.
Três metros é muita coisa para passar despercebido ou ser apenas uma falha.




