Por Luís Butti, de São Paulo 
Após uma semana de oscilações (muita vontade e vitória contra o Coritiba, muita preguiça e derrota para o Bahia), o Corinthians inicia a semana onde pode sepultar de vez o Campeonato Brasileiro de 2017. Enfrenta nesta quarta o Grêmio, segundo colocado, na Arena Corinthians.
Grêmio este, que por sua vez, encara o Santos, que não vem bem (foi vaiado nesta segunda após empatar em 2x2 com o Vitória no Pacaembu) no próximo fim de semana. Na segunda-feira que vem, o Corinthians enfrenta o Botafogo, no Estádio Nilton Santos e tem a faca e o queijo na mão para, caso os resultados colaborem e ele faça a sua parte (pelo menos 4 dos 6 pontos), matar o Campeonato de vez. Não matematicamente. Mas psicologicamente.
(Foto: Miguel Schinchariol/Getty Images)
O Grêmio resolveu fazer guerra. Seu Presidente Romildo Bolzan disse cobras e lagartos do árbitro Héber Roberto Lopes, que já anunciou que irá processá-lo. Até de careca foi chamado. Héber entrará pressionado, e a tendência é que irrite os atletas do Grêmio, por um clima bélico criado pelo próprio time gaúcho. Lembrando que Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, disse pouco antes da virada do turno que o Corinthians ia despencar e a distância entre os dois clubes na verdade aumentou.
O Corinthians segue quieto, em seu lugar. Nunca deu declaração alguma sobre Grêmio, nem sobre Santos, Flamengo, Cruzeiro Palmeiras. Ou qualquer outro postulante ao título. Nunca.
Mas Itaquera é terra fértil. Onde o Corinthians cria força de onde não tem. Uma força maior do que tinha na época do Pacaembu (se encaminha para o terceiro título em três anos e meio de Arena). E sabemos, criar guerra contra o Corinthians em Itaquera pode ser uma péssima idéia.
© Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians(Foto:Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
O Corinthians não tem motivo algum para entrar pilhado. Possui nove pontos de diferença dos gaúchos. Um clima de guerra só pilharia a torcida do Corinthians, esta sim, quando quer, ganha jogo e muda resultado para nosso favor. Temos erros para se corrigir. Jadson e Rodriguinho estão pecando no último passe e as bolas para Jô estão chegando um pouco quadradas.
Também acho que falta chutar um pouco mais de fora da área, de perto da meia-lua.
O nervosismo do Grêmio pode facilitar justamente estes fundamentos. Errar uma saída de bola na ânsia de ir pro ataque ou cometer alguma falta que resulte em gol.
A nossa guerra amanhã é a paz. A calmaria. Deixa o Grêmio entrar na pilha que a Fiel faz a sua parte. E, com um pouco de vontade, tira mais um postulante da briga.
É matar ou matar. Sem precisar de guerra.
