Antes da definição de que a Supercopa do Brasil será disputada na Arena Pantanal, em Cuiabá, o Atlético-MG enviou um ofício à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) com o intuito de jogar o torneio em Belo Horizonte. O documento sustentava o desejo do clube baseado no fato de ter vencido os dois principais títulos do país em 2021 (Brasileirão e Copa do Brasil) e na disputa de 1991, conforme apurado pela GOAL.
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O primeiro argumento do Galo trata o Flamengo como um "lucky loser" (ou "perdedor com sorte"), terminologia usada em algumas modalidades para referir-se a times que não se classificaram para um torneio nas fases qualificatórias, mas que tiveram a sorte de entrar na competição devido à deserção de alguma equipe.
De acordo com a argumentação dos mineiros, nas quatro edições anteriores (1990, 1991, 2020 e 2021), não havia campeão das duas principais competições, como acontece com o Galo nesta edição. O Flamengo, por regulamento da CBF, disputa a competição como vice-campeão brasileiro. O Atlético-MG alega conhecer a regra, mas vê injustiça na decisão da entidade.
Outra justificativa do Atlético-MG é que havia um precedente em 1991. Naquele ano, o Corinthians, campeão brasileiro, recebeu o mesmo Flamengo, vencedo da Copa do Brasil, no Morumbi, em São Paulo. O torneio foi vencido pelos paulistas.
O Galo, portanto, acredita que o mais justo momento seria receber a partida em BH — o Mineirão seria o local utilizado para o confronto. Entretanto, não tentará a mudança após a decisão da CBF, uma vez que a entidade é a responsável pelo mando de campo.
Na tarde passada, o diretor de relações externas do Flamengo, Cacau Cotta, demonstrou irritação com o desejo do Atlético-MG, que havia sido externado pelo diretor de futebol Rodrigo Caetano:
"Ele não tem que desejar nada, o Rodrigo não tem que propor nada. É o regulamento. Não é o desejo do Flamengo e nem do Atlético. É a CBF que tem que decidir".
Ainda segundo apuração da GOAL, a postura do Atlético irritou a diretoria Rubro-Negra, que vê os atleticanos conduzindo a situação como se o Flamengo fosse um mero convidado na Supercopa.




