Desde que o norte-americano John Textor comprou 90% da SAF do Botafogo, o investidor tinha conhecimento de que precisaria melhorar muitas áreas do clube, inclusive a estrutura de treinamento da equipe, que até então treinava no campo anexo do Estádio Nilton Santos. Hoje as atividades são realizadas, de forma temporária, no CT Lonier.
Apesar de os resultados dentro de campo possuírem grande importância, o projeto de reconstrução do Glorioso, que tem o técnico Luis Castro como homem de confiança, tem planos para solucionar estes problemas na estrutura e instalações do clube. Existe, porém, a dificuldade de realizar as melhorias com a temporada em andamento, já que a pressão por resultados existe mesmo sabendo que as condições para trabalho poderiam ser, sob o ponto de vista estrutural, melhores.
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Críticas de Luís Castro ao CT
A principal preocupação do norte-americano no Botafogo talvez seja a falta de um local adequado para os treinamentos.
Após a chegada da nova comissão técnica, os treinos deixaram de ser no campo anexo do Estádio Nilton Santos e passaram a ser realizados no CT Lonier -- que pertence aos irmãos Moreira Salles e ainda precisa de obras para melhoria da estrutura interna.
BotafogoPorém, mesmo com a mudança, a comissão não está satisfeita com a situação. Em entrevista coletiva, o técnico Luis Castro criticou a condição do gramado do Lonier.
"O lado prático é que temos esse campo de treinamento com piso duríssimo que é bom para estacionar carros, mas temos que trabalhar lá, nos causa problemas. Não temos um CT nas condições minimamente necessárias para o dia a dia, uma academia (base) longe de nós, quero ter mais perto porque o mercado não vai nos dar o que queremos para o elenco.", disse o técnico português.
Em algumas ocasiões, Textor já afirmou que procura locais no Rio de Janeiro onde o Botafogo possa treinar em condições melhores.
"O departamento de futebol está tentando desesperadamente nesse momento encontrar instalações. Vi quatro ou cinco bons exemplos na última semana, onde há escritórios, departamento médico, bons vestiários, um campo decente, mas estamos encontrando pouquíssimas opções onde você tenha… de seis a dez campos. Você tem um e meio, dois", disse Textor em entrevista ao canal Fala Fogão.
"É importante encontrar um lugar rápido para o time principal, mas também é importante ter o time B, o segundo time, integrados e realmente treinando num mesmo CT. O ideal é ter o lado mais velho da base, com atletas sub-18 a sub-23, que são frequentemente selecionados para treinar no principal, ou no mesmo CT ou muito próximo um do outro. Isso é um desafio neste momento", completou o investidor.
Estádio novo nos planos de Textor
Apesar da urgência da busca pelo CT, o investidor norte-americano também já deixou claro em diversas entrevistas desde a sua chegada ao Botafogo a sua vontade de construir um estádio novo para o Glorioso, semelhante ao Selhurst Park, do Crystal Palace.
Botafogo"Qualquer estádio construído com uma pista olímpica em volta dele não é um estádio de futebol. O Crystal Palace, tive que voltar a esse exemplo. É pequeno (Selhurst Park), não é impressionante, mas os torcedores estão em cima um dos outros. Energia é a forma de se sentir conectado, a experiência de entretenimento para os torcedores, e é isso que queremos para o Botafogo", disse o norte-americano em entrevista ao Seleção Sportv.
