O português Carlos Queiroz, ex-treinador da seleção de Omã, revelou a verdade sobre ter recebido propostas para treinar a Arábia Saudita e Gana no Campeonato do Mundo de 2026, marcado para o próximo verão.
A continuidade do francês Hervé Renard à frente da seleção saudita já não é garantida, à luz dos resultados negativos dos “Verdes” na última pausa internacional, em que perdeu para o Egito e para a Sérvia, o que gerou preocupação quanto ao nível da equipa.
Relatos da imprensa indicaram que a Federação Saudita de Futebol pode estar a pensar em contratar outro treinador para liderar a seleção no Mundial, enquanto outros relatos confirmaram que o próprio Renard poderá pedir para ser dispensado da missão.
Por outro lado, a Federação Ganesa de Futebol procura um novo treinador para suceder ao demitido Otto Addo, após a deterioração dos resultados das “Estrelas Negras”, sobretudo porque este falhou a qualificação para a Taça das Nações Africanas de 2025.
Há duas semanas, Queiroz rescindiu, por mútuo acordo, o seu contrato com a seleção de Omã, embora o vínculo se estendesse até junho próximo, o que levantou questões sobre a relação deste passo com o comando de uma seleção que disputará o próximo Mundial, especialmente porque o treinador português tem grande experiência internacional.
Queiroz ao Kooora: não há negociações com Arábia Saudita ou Gana
Mas Queiroz disse, em declarações exclusivas ao site Kooora, afiliado do “Futbolco”, nesta quinta-feira, que não recebeu quaisquer propostas das federações saudita ou ganesa para treinar as suas seleções no próximo Mundial.
O veterano treinador português esclareceu: “A minha saída da seleção de Omã não tem relação com qualquer interesse de outras partes.”
Acrescentou o ex-treinador do Real Madrid: “Quero apenas expressar a minha gratidão pela forma como fui recebido e tratado em Omã, tanto por responsáveis como pelos adeptos.”
E continuou: “Não houve qualquer contacto entre mim e a federação saudita, e ninguém do Gana falou comigo.”
Queiroz sublinhou que a sua saída da seleção de Omã “deve-se às condições de segurança instáveis que a região do Golfo vive por causa da guerra, e não há outro motivo”.
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4 participações no Campeonato do Mundo
Queiroz, de 73 anos, tem um longo currículo, especialmente na Ásia e na África, o que o torna um dos candidatos permanentes para comandar seleções dos dois continentes na Copa do Mundo.
Na Ásia, Queiroz já treinou as seleções de Emirados Árabes Unidos, Irã (em duas passagens), Catar e Omã. No continente africano, Queiroz deixou sua marca com a seleção do Egito, além de outra experiência com a África do Sul no início deste século.
Além disso, comandou a seleção de seu país, Portugal, no período de julho de 2008 até setembro de 2010, e a Colômbia de fevereiro de 2019 até dezembro de 2020.
Queiroz disputou as últimas 4 edições da Copa do Mundo: 2010 com Portugal, e 2014, 2018 e 2022 à frente do comando técnico do Irã.
Após suas declarações de que não está em contato com nenhuma seleção no momento, Queiroz se aproxima de ficar fora do Mundial pela primeira vez em duas décadas.
