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AncelottiGetty Images

Ancelotti recusa assédio da Itália e reforça compromisso com a seleção brasileira

Carlo Ancelotti voltou a reafirmar seu compromisso com a seleção brasileira e esfriou qualquer possibilidade de assumir a Itália. O treinador revelou que pretende cumprir o contrato com a CBF até 2030, mesmo após ser procurado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) há cerca de duas semanas. A investida ocorreu durante o processo de busca por um novo comandante da Azzurra, mas o italiano sinalizou que não pretende interromper o projeto iniciado à frente da seleção.

A abordagem foi confirmada por Paolo Maldini, diretor técnico da FIGC, que admitiu publicamente o contato com Ancelotti durante a procura por um substituto para Gennaro Gattuso. O ex-volante foi demitido após não conseguir classificar a Itália para a Copa do Mundo de 2030, marcando a terceira ausência consecutiva da tetracampeã mundial no principal torneio de seleções.

Em entrevista, Maldini também revelou que Pep Guardiola está entre os técnicos consultados. "Guardiola? Não podemos dar notícias sobre o que está acontecendo, vocês identificaram um dos alvos, mas também conversamos com [Carlo] Ancelotti. Parecia certo começar com os melhores do mundo, mas é preciso verificar a disponibilidade geral", afirmou.

Apesar de reconhecer a urgência para definir um novo treinador, Maldini destacou que a federação não pretende acelerar o processo a qualquer custo. Segundo o dirigente, "há pressa" para recolocar a seleção italiana nos trilhos, mas a prioridade é contratar "o técnico que realmente queremos", mesmo que seja necessário aguardar mais tempo para concretizar a negociação.

Nesse cenário, Ancelotti e Guardiola apareciam como os dois nomes mais desejados pela entidade, mas o italiano recusou a proposta e o espanhol pediu € 20 milhões (R$ 116 milhões) anuais, de acordo com a Gazzetta dello Sport, quantia vista como muito alta para a federação italiana.

Carlo Ancelotti assinou, em maio, a renovação do contrato com a CBF por mais quatro anos, válido até o fim da Copa do Mundo de 2030. Ao rejeitar a investida da seleção italiana, o treinador reforça o compromisso assumido com o projeto da Amarelinha e sinaliza que pretende conduzir integralmente o ciclo iniciado no futebol brasileiro, apesar do interesse de seu país natal.

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