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Saudi Arabia Training And Press Conference - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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A Seleção reabre o capítulo da Uruguai... Da goleada de 2002 à revanche de 2026

A seleção saudita volta a enfrentar a Uruguai na Copa do Mundo de 2026, em um confronto que vale mais do que apenas três pontos; trata-se de um retorno a uma história curta, mas repleta de rivalidade, que começou com uma emocionante vitória saudita, passou por um empate equilibrado e terminou com uma derrota na Copa do Mundo que ainda permanece na memória.

O primeiro capítulo da história foi escrito em 2002, quando as duas seleções se enfrentaram em um amistoso de alto nível; a Arábia Saudita venceu por 3 a 2 com três gols de Sami Al-Jaber, Marzouq Al-Otaibi e Talal Al-Mashal, enquanto a Uruguai respondeu com gols de Darío Silva e Richard Morales.

Foi naquela noite que se confirmou a capacidade da seleção saudita de acompanhar uma tradição futebolística de longa data, baseada na força física e na solidez defensiva, em um evento mundial como a Copa do Mundo.

Após 12 anos, o encontro se repetiu em 2014 com outro amistoso, mas o tom foi diferente... O empate em 1 a 1 marcou um confronto equilibrado, com Naif Hazazi marcando o gol da Arábia Saudita e Luis Suárez respondendo com o gol do Uruguai. 

Aquela partida refletiu o amadurecimento tático da seleção saudita, que não buscava mais apenas surpreender os adversários, mas impor sua personalidade diante de um astro do porte de Luis Suárez, ex-atacante do Barcelona.

O terceiro confronto foi o mais importante e o mais doloroso; na Copa do Mundo da Rússia de 2018, o sorteio colocou as duas seleções frente a frente na fase de grupos, e a Uruguai venceu com um único gol, mais uma vez marcado por Suárez. 

Um único gol foi suficiente para garantir a classificação da “Celeste” e complicar a missão da Arábia Saudita, que foi eliminada do torneio apesar da melhora em seu desempenho posteriormente.

Hoje, oito anos depois, o encontro se repete na América 2026 em um cenário totalmente diferente: a Arábia Saudita chega à Copa do Mundo com uma geração apoiada por um grande projeto de futebol, jogadores profissionais em ligas europeias e a experiência de ter enfrentado a Argentina e o México na edição anterior.

Já a Uruguai mantém sua identidade combativa, mas com rostos jovens que buscam escrever sua própria história, longe da geração de Suárez e Cavani.

O confronto esperado não é apenas uma repetição do histórico de confrontos (vitória saudita, empate, vitória uruguaia), mas um verdadeiro teste ao grau de evolução do futebol saudita e à sua capacidade de transformar as memórias em motivação, e não em complexo.

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