A chegada de Gabriel Jesus ao Barcelona foi repleta de curiosidades e circunstâncias surpreendentes. O atacante brasileiro se juntou à equipe de Flick na etapa final da janela de transferências, em um negócio fechado de forma quase relâmpago, embora estivesse sobre a mesa de Deco havia longos meses, segundo o jornal "Sport", da Catalunha.
E não era segredo que o Barcelona estava concentrado em Julián Álvarez, num momento em que o Atlético de Madrid não escondia sua recusa em abrir mão de um de seus principais jogadores. Em resumo, o cenário era ideal para todos os empresários que batiam à porta de Deco para oferecer seus melhores atacantes.
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A lista de atacantes oferecidos era bastante longa, mas o nome que nos interessa aqui é o de Jesus. No fim de novembro passado, o brasileiro já havia se recuperado de sua lesão e passou a treinar normalmente sob o comando de Arteta. E o Arsenal estava mergulhado na disputa da Premier League, sem que o técnico quisesse mudanças mais do que o necessário, enquanto Jesus precisava de minutos suficientes em campo para recuperar o nível perdido.
E a solução era clara: buscar uma saída durante a janela de transferências de inverno.
Em dezembro, Deco soube que Jesus poderia ser uma opção real para reforçar o Barcelona, em um negócio economicamente acessível e que poderia ser concluído com a reabertura da janela de transferências de inverno. E, claro, a operação envolvia certos riscos, depois de o brasileiro ter passado meses longe dos gramados, mas era o tipo de movimentação inesperada que o clube catalão costumava fazer em janeiro.
Descarte do negócio
Deco estudou a questão e depois descartou a chegada de Jesus. Não era o momento adequado para acrescentar mais um atacante, ainda mais um jogador que não estava fisicamente pronto e capaz de oferecer um retorno imediato. E Deco e Flick entenderam que Lewandowski, mesmo a meio gás, ao lado de Ferran Torres, seriam suficientes até o fim da temporada.
O caso de Jesus foi adiado, mas não encerrado de vez. O escritório do experiente empresário Giovanni Branchini, em parceria com a agência "Roc Nation Sports", manteve o nome do brasileiro constantemente em pauta.
E, apesar da insistência, a resposta de Deco não mudou ao longo de todo o primeiro semestre de 2026. Ele valorizava a qualidade indiscutível do jogador, mas insistia que a ordem de prioridades do Barcelona impunha dar preferência a outros nomes. E, como sempre, Julián Álvarez seguia fora do debate.
Chegou o verão, a Copa do Mundo terminou, e o Barcelona ainda sem resolver suas dúvidas quanto ao centroavante. E com a saída oficial de Lewandowski para os Estados Unidos, os contatos foram retomados e algumas negociações começaram, mas todas se dissolveram em seus estágios iniciais, porque Deco não abriu mão nem um milímetro de sua posição oficial: o foco continuava na contratação de Álvarez.
E, mais uma vez, o caso de Jesus foi aberto sobre a mesa de Deco, e a resposta foi a mesma: não é uma opção para o Barcelona. Sequer houve um contato com o Arsenal para explorar os caminhos da negociação e conhecer os números iniciais de uma possível transferência.
O plano "B"
Desta vez, o mercado não teve piedade de Deco. E não há dúvida de que o Barcelona fechou vários negócios de boa qualidade, mas o maior alvo do departamento esportivo se perdeu pelo caminho. E, diante da impossibilidade de contratar Álvarez, chegou a hora de recorrer ao temido plano "B", que vinha sendo constantemente adiado nos meses anteriores.
E Deco, com o aval de Flick, voltou a movimentar o caso. Poucos dias após o fechamento do mercado, o próprio Lautaro Martínez confirmou a existência de contatos com o Barcelona, e na Bélgica também se confirmou o interesse dos blaugranas em Tresoldi. Mas nenhum dos dois casos chegou ao estádio Spotify Camp Nou, sem esquecer de uma longa lista de nomes que surgiram com graus variados de seriedade.
E a operação Jesus virou de figura durante a partida do Barcelona contra o Athletic Bilbao. Em 27 de agosto, Deco percebeu que havia chegado a hora de tomar decisões decisivas. Ele sabia que o Arsenal estava disposto a facilitar o negócio, por um preço razoável de 10 milhões de euros, restando apenas acertar o salário do jogador.
E, em 24 horas, o negócio foi fechado: o brasileiro reduziu seu salário, enquanto o Barcelona concordou em conceder-lhe um terceiro ano garantido no contrato. E todas as partes saíram satisfeitas com o acordo.
Nove meses de contatos quase ininterruptos terminaram, enfim, com a conclusão do negócio, e Jesus se tornou jogador do Barcelona. E resta agora a pergunta: será que o jogador vai recuperar a forma física e alcançar o nível de que está distante há muito tempo, algo que despertou as reservas de Deco desde o fim de 2025?
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