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Fluminense v Botafogo - Brasileirao 2026Getty Images Sport

Terceira força? Como Luis Zubeldía transformou o Fluminense em começo espetacular de 2026

Com o futebol apresentado neste início de 2026, o Fluminense começa a receber o rótulo de "Terceira Força", atrás de Flamengo e Palmeiras. Invicto na temporada desde o retorno das principais peças do elenco principal, o time carioca vive um momento que vai além dos resultados. Há padrão, confiança e um futebol vistoso que empolga especialistas e torcedores.

O bom momento não é coincidência. É reflexo de um trabalho iniciado em setembro de 2025, quando Luis Zubeldía assumiu o comando e começou a implementar uma nova organização coletiva. O argentino, que evita centralizar os holofotes e faz questão de dividir méritos com o grupo, colhe agora os frutos de um processo sustentado por metodologia, intensidade nos treinos e clareza tática.

Após a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, por exemplo, o treinador destacou a capacidade do time de "criar a complexidade do jogo". Por trás da frase, está um conceito: jogadores preparados para interpretar espaços, alternar comportamentos e manter a identidade com e sem bola.

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  • Fluminense v Bahia - Brasileirao 2025Getty Images Sport

    O que mudou no time?

    A principal transformação está na organização. O Fluminense de 2026 é um time que sabe exatamente o que fazer em cada fase do jogo. A comissão técnica estruturou funções, encurtou distâncias entre os setores e deu liberdade ofensiva a partir de uma base sólida.

    Todos entram em campo conscientes das responsabilidades individuais e coletivas. A preparação específica para cada adversário também se tornou marca registrada. Internamente, há elogios ao embasamento tático da comissão e à forma como Zubeldía conduz as atividades, sendo participativo, didático e exigente.

    Essa base organizacional abriu espaço para evoluções individuais claras.

    Um dos maiores símbolos é Martinelli. O volante, que já vinha fazendo um bom ano em 2025, deu um salto sob o comando do argentino. Evoluiu defensivamente, passou a atacar melhor os espaços e se consolidou como referência técnica e até liderança do elenco.

    No ataque, John Kennedy vive momento semelhante. Depois de um fim de 2025 em baixa, ganhou confiança, virou titular absoluto e alcançou a maior sequência como centroavante desde que subiu ao profissional: seis jogos consecutivos como referência. A última vez que havia iniciado seis partidas seguidas foi em 2023, mas atuando ao lado de Cano.

    Entre os mais jovens, o uruguaio Bernal começa a colher frutos de um trabalho que não aparecia em 2025. Com boas atuações neste início de ano, pressiona por espaço no time titular.

    E não são apenas os garotos. O experiente lateral-esquerdo Renê, aos 33 anos, recuperou confiança e regularidade.

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  • Fluminense v Gremio - Brasileirao 2025Getty Images Sport

    Comparação com Renato Gaúcho

    Antes da chegada de Zubeldía no Fluminense, Renato Gaúcho estava no comando do clube. O treinador brasileiro deixou a equipe após a eliminação contra o Lanús, na Sul-Americana, em pleno Maracanã.

    Logo em sua chegada, o ex-técnico do São Paulo elogiou o trabalho de Renato: "Primeiro dar parabéns a todos os jogadores, ao presidente, aos dirigentes e à comissão técnica que saiu do Renato. Fez um trabalho muito bom até aqui. A equipe vinha bem, acredito que a equipe estava funcionando. Com a nossa chegada só colocamos um pouco do nosso trabalho, mas o do Renato com a comissão dele era muito bom".

    Tanto que Renato Gaúcho, apesar das críticas da torcida, não foi demitido, mas pediu para sair. Mesmo não conseguindo vencer clássicos e oscilando nas competições, a diretoria parecia confiar no trabalho do treinador que os levou até as semifinais da Copa do Mundo de Clubes.

    Porém, se antes o time apresentava oscilações, espaços excessivos e dificuldade para sustentar desempenho ao longo das partidas, hoje a sensação é de controle maior dos jogos.

    A diferença não está apenas no esquema, mas na forma como a equipe se comporta coletivamente. Com Zubeldía, o Fluminense se tornou mais compacto, mais agressivo na recuperação da bola e mais fluido na transição ofensiva. O ambiente interno também mudou: há relatos de um vestiário mais leve, competitivo e confiante.

  • Fluminense v Botafogo - Brasileirao 2026Getty Images Sport

    Invicto nos clássicos em 2026

    O impacto do trabalho aparece especialmente nos jogos grandes. O Fluminense está invicto em clássicos em 2026, mostrando maturidade competitiva e controle emocional.

    O Tricolor venceu o Flamengo, pela primeira fase do Campeonato Carioca, por 2 a 1. Após isso, duas vitórias por 1 a 0 contra o Botafogo, uma no estadual e a outra no Brasileirão. Por fim, também bateu o Vasco, por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal do Carioca.

    Essas quatro vitórias mostraram uma equipe que não se desorganiza sob pressão e mantém a identidade mesmo em cenários adversos.

  • Fluminense v Botafogo - Brasileirao 2026Getty Images Sport

    Futebol vistoso e candidato a títulos

    Além dos números, há algo que salta aos olhos: o nível de futebol apresentado. A equipe alterna posse paciente com acelerações verticais, aproximações curtas e movimentação constante no último terço.

    A organização coletiva dá liberdade criativa aos talentos individuais. O resultado é um time que controla, agride e encanta.

    Se ainda é cedo para falar em favoritismo, o Fluminense de Luis Zubeldía já não pode ser tratado apenas como coadjuvante. Com essa evolução técnica e um padrão consolidado, o Tricolor inicia 2026 com credenciais sólidas para brigar por títulos em todas as competições.

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