A última temporada deixou sinais animadores para o torcedor do Vasco da Gama. A equipe chegou à final da Copa do Brasil e apresentou momentos de bom futebol sob o comando de Fernando Diniz. O estilo de jogo do treinador parecia finalmente ter se encaixado no elenco cruz-maltino, e a expectativa para a temporada seguinte era de continuidade e evolução, com um time ainda mais maduro e competitivo.
Mas o início do novo ciclo trouxe perdas difíceis de repor. O artilheiro Pablo Vegetti deixou o clube rumo ao Cerro Porteño, enquanto o jovem destaque Rayan foi vendido ao Bournemouth após uma temporada que chamou atenção na Europa. Juntos, eles representavam a principal fonte de gols da equipe, que balançou 55 vezes as redes no Brasileirão de 2025, consagrando-se como o time com o quinto melhor ataque. Sem os dois, o Vasco perdeu presença ofensiva, referência na área e boa parte de sua capacidade de decidir jogos.
Os reflexos das saídas apareceram rapidamente. O começo da temporada foi marcado por atuações irregulares, resultados ruins e um ambiente interno cada vez mais instável. Em meio a esse cenário, Philippe Coutinho, o protagonista e camisa 10 da equipe, pediu para sair. Fernando Diniz, sem seu principal articulador e com dificuldades para encontrar soluções em campo, passou a sofrer grande pressão no cargo e acabou demitido.
É nesse contexto turbulento que surge novamente a figura de Renato Gaúcho, em sua terceira passagem pelo clube, com a missão urgente de reorganizar o time e iniciar a reação na temporada antes que a situação se torne irreversível.
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