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Serbia v Albania - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

Sylvinho é a última esperança de manter tradição brasileira na Copa do Mundo

A presença de um técnico brasileiro em todas as Copas do Mundo pode estar com os dias contados. Desde 1930, o Brasil teve ao menos um treinador representado em todas as edições do torneio. Agora, a manutenção dessa marca histórica depende de um nome: Sylvinho.

Atual comandante da seleção da Albânia, o ex-lateral vive a possibilidade de ser o único brasileiro na próxima Copa do Mundo. Para isso, terá de conduzir a equipe europeia por um caminho desafiador na repescagem das eliminatórias.

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    Caminho complicado

    A missão está longe de ser simples. A Albânia precisa vencer a Polônia, em Varsóvia, em jogo único. Caso avance, encara fora de casa o vencedor do confronto entre Suécia e Ucrânia apenas cinco dias depois.

    A vaga já seria histórica por si só, já que a seleção albanesa nunca disputou uma Copa do Mundo.

    Sylvinho admite o peso da responsabilidade e também o orgulho que pode vir com a classificação: "Se ocorrer, para mim vai ser um orgulho imenso. Primeiramente pela Albânia, óbvio. Depois, a nível individual, representar o Brasil em uma Copa é de um status enorme".

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    Preparação minuciosa

    Desde a última data FIFA, em novembro, o trabalho tem sido intenso. Após a derrota para a Inglaterra e a vitória sobre Andorra, a comissão técnica mergulhou em análises detalhadas do próprio time e dos adversários.

    Foram semanas dedicadas à logística da repescagem, estudo tático e até visitas presenciais aos principais jogadores do elenco. Um esforço para manter a equipe alinhada mesmo à distância.

    "São 42 dias de trabalho, estou rodeado de todos os papéis possíveis e impossíveis", revelou Sylvinho em entrevista ao GE.

    O treinador também revisitou confrontos anteriores contra Polônia, Ucrânia e Suécia, além de estudar campanhas recentes dessas seleções em outras competições.

  • Poland v Netherlands - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    O desafio de parar Lewandowski

    Entre os obstáculos, um dos maiores atende pelo nome de Robert Lewandowski. O atacante, referência da Polônia, é visto como peça-chave, mas não o único perigo.

    Sylvinho destaca a força coletiva do adversário e a qualidade dos jogadores que cercam o camisa 9: "É um atleta que quanto mais longe da tua área ele ficar, melhor. Mas por trás dele há outros jogadores que fazem essa engrenagem funcionar".

    A avaliação do técnico aponta para um confronto de altíssimo nível, com margem mínima de erro e forte exigência física, técnica e mental.

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    Competitividade como trunfo

    Apesar do desafio, a Albânia já mostrou que pode competir em alto nível. Na Eurocopa de 2024, a equipe enfrentou potências como Espanha, Itália e Croácia, com atuações que chamaram atenção.

    O time chegou a marcar o gol mais rápido da história do torneio, contra os italianos, e arrancou empate diante dos croatas, além de dificultar a vida da Espanha, que posteriormente se sagrou campeã.

    Para Sylvinho, a força está no coletivo: "Defendendo bem, nós atacamos bem. Atacando bem, nós defendemos bem. Tudo é um time".

  • Albania v Spain: Group B - UEFA EURO 2024Getty Images Sport

    Futuro indefinido, mas foco total

    Com contrato inicialmente até o fim de 2025, e estendido por conta da repescagem, Sylvinho pode estar diante de seu último jogo à frente da Albânia.

    O treinador evita definir os próximos passos, mas admite que o futuro pode passar por diferentes continentes, incluindo um possível retorno ao futebol brasileiro.

    Antes disso, porém, há uma missão maior: fazer história com a Albânia e, de quebra, manter viva uma tradição de 96 anos do futebol brasileiro nas Copas do Mundo.