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Sete anos de promessas... A renúncia de Al-Meshal revela o amargo balanço da seleção

Yasser Al-Misehal assumiu a presidência da Federação Saudita de Futebol em 29 de junho de 2019, carregando as esperanças de toda uma geração, tendo sido reeleito para um segundo mandato em maio de 2023, antes de surpreender o meio esportivo com sua renúncia, deixando para trás sete anos agitados.

Entre o brilho nacional que atraiu Ronaldo e Benzema e as repetidas decepções internacionais, Al-Meshal se despede sem ter conquistado nenhum título para a seleção saudita, após nove participações regionais, continentais e internacionais que terminaram em uma decepção após a outra, sendo a mais recente a dolorosa eliminação na primeira fase da Copa do Mundo de 2026.

  • Um começo promissor... e um final cruel

    A seleção saudita iniciou a era de Al-Meshal na final do 24º Campeonato do Golfo, no Catar, em 2019, mas foi derrotada pelo Bahrein por 0 a 1. Dois anos depois, foi eliminada da Copa Árabe de 2021 ainda na fase de grupos, com apenas um ponto em três partidas.

    O único ponto positivo foi a classificação para a Copa do Mundo de 2022 no Catar e a conquista de uma vitória histórica sobre a Argentina por 2 a 1, mas a alegria não durou muito. 

    Duas derrotas para a Polônia e o México levaram a seleção de volta a Riad por um fio. No Torneio do Golfo de 2023, no Iraque, a seleção participou com a equipe sub-23 e foi eliminada na fase de grupos com apenas uma vitória.

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  • A era de Mancini... Decisões tardias e indignação da torcida

    Em janeiro de 2024, o italiano Roberto Mancini comandou a seleção saudita na Copa da Ásia, no Catar, e liderou seu grupo com sete pontos, mas foi eliminado pela Coreia do Sul nos pênaltis nas oitavas de final, após um gol decisivo nos acréscimos. No entanto, a eliminação nas oitavas de final provocou a ira da torcida.

    Apesar disso, a Federação de Futebol da Arábia Saudita manteve silêncio e Mancini continuou comandando as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Com a queda nos resultados, a federação se viu em uma situação difícil, segundo o jornal saudita “Al-Riyadiah”. 

    Naquele momento, a Federação Saudita de Futebol não teve outra opção a não ser demitir o italiano e trazer de volta Hervé Renard em outubro de 2024 para salvar o que ainda pudesse ser salvo.

  • O retorno de Renard... Da repescagem ao choque na Copa do Mundo

    A primeira prova de Renard em seu segundo mandato não foi bem-sucedida; a seleção foi eliminada nas semifinais do Campeonato do Golfo de 2024, no Kuwait, ao perder por 1 a 2 para Omã, e depois foi eliminada da Copa de Ouro nas quartas de final, ao perder por 0 a 2 para o México.

    Mas a missão mais importante foram as eliminatórias para a Copa do Mundo. A Seleção ocupou o terceiro lugar em seu grupo e disputou a repescagem em Jeddah, garantindo sua classificação para a Copa do Mundo pela sétima vez. 

    Em dezembro de 2025, voltou ao Catar para disputar a Copa dos Árabes e foi eliminado nas semifinais pelo Jordânia por 0 a 1.

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  • Dois meses antes da Copa do Mundo... Demissão e, em seguida, um fracasso retumbante

    Apenas dois meses antes do início da Copa do Mundo de 2026, a Federação de Futebol anunciou, em 17 de abril, a demissão de Renard; o cargo permaneceu vago por uma semana antes da nomeação do grego Georgios Donis como técnico da Seleção.

    O otimismo em relação a uma nova era se dissipou rapidamente; a seleção chocou a torcida com uma eliminação precoce, ficando em último lugar no grupo com apenas dois pontos, conquistados em empates de 1 a 1 contra o Uruguai e 0 a 0 contra Cabo Verde, além de uma goleada sofrida de 0 a 4 contra a Espanha. 

    Assim, a era de Al-Meshal chegou ao fim com um balanço doloroso: duas participações na Copa do Mundo sem passar da fase de grupos, três fracassos no torneio do Golfo, duas eliminações na Copa Árabe e uma amarga eliminação na competição asiática.