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Vinicius Jr e HaalandGetty/GOAL

Seleção vê roteiro se repetir e encara nova geração de ouro na Copa do Mundo

O duelo entre Brasil e Noruega, marcado para as 17h (de Brasília) do próximo domingo (05), pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, carrega um enredo que soa familiar para a seleção brasileira. De um lado, a camisa mais vitoriosa da história dos Mundiais, dona de cinco títulos. Do outro, uma equipe que vive o auge de sua história, impulsionada por uma geração talentosa que colocou o país entre as principais forças emergentes do futebol europeu.

O cenário remete às campanhas de 2018 e 2022, quando o Brasil cruzou o caminho de Bélgica e Croácia, seleções que atravessavam o melhor momento de suas histórias. Em ambas as ocasiões, a equipe brasileira foi eliminada nas quartas de final de forma dramática, alimentando a sensação de que tinha condições de avançar.

Agora, sob o comando de Carlo Ancelotti, o desafio é impedir que a história volte a se repetir diante da Noruega de Erling Haaland e Martin Ødegaard, considerada a melhor seleção já formada pelo país nórdico.

  • Roberto Carlos e NeymarGetty/GOAL

    O peso de um trauma que atravessa gerações

    O confronto de domingo também representa uma oportunidade para o Brasil quebrar uma sequência incômoda diante de seleções europeias em mata-matas de Copa do Mundo.

    Desde a conquista do pentacampeonato, em 2002, a seleção não venceu mais um duelo eliminatório contra equipes do continente. A trajetória inclui as eliminações para França, em 2006, Holanda, em 2010, Alemanha, em 2014, Bélgica, em 2018, e Croácia, em 2022.

    Mais do que buscar a vaga nas quartas de final, Ancelotti tenta encerrar um ciclo de frustrações que acompanha diferentes gerações de jogadores brasileiros.

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  • Bélgica, Croácia e NoruegaGetty/GOAL

    O padrão que aproxima Bélgica, Croácia e Noruega

    Embora possuam histórias distintas, Bélgica, Croácia e Noruega compartilham características semelhantes. Nenhuma delas figura entre as grandes potências tradicionais do futebol mundial, mas todas chegaram aos confrontos contra o Brasil vivendo o auge de suas respectivas gerações.

    Esse contexto faz diferença. Sem a pressão histórica que acompanha seleções campeãs do mundo, essas equipes costumam atuar com maior leveza, potencializando o talento de seus principais jogadores.

    Foi exatamente assim com a Bélgica em 2018 e com a Croácia em 2022. Agora, a Noruega chega cercada da mesma expectativa, impulsionada por uma geração que reúne talvez o maior atacante da história do país, Haaland, e um dos melhores meio-campistas da Europa, Ødegaard.

  • Bélgica e CroáciaGetty/GOAL

    Como Bélgica e Croácia desmontaram o Brasil

    Na Copa do Mundo da Rússia, a Bélgica apresentou sua chamada "Geração de Ouro", formada por Kevin De Bruyne, Eden Hazard, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois. Com uma estratégia surpreendente de Roberto Martínez, incluindo Lukaku atuando aberto pelo lado do campo, os belgas neutralizaram o plano de jogo de Tite e abriram vantagem de 2 a 0 antes da reação brasileira.

    Quatro anos depois, no Catar, foi a vez da Croácia repetir o roteiro. Vice-campeã mundial em 2018, a equipe apostou na qualidade técnica do trio formado por Luka Modric, Mateo Kovacic e Marcelo Brozovic para controlar o meio-campo. Mesmo atrás na prorrogação, encontrou forças para empatar nos minutos finais e avançar nos pênaltis.

    Os dois episódios servem como alerta para a comissão técnica brasileira às vésperas do duelo com a Noruega.

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  • Iraq v Norway: Group I - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Haaland e Ødegaard lideram o melhor momento da Noruega

    A principal ameaça norueguesa está concentrada em sua dupla de estrelas. Haaland chega ao Mundial consolidado como um dos melhores centroavantes do planeta, reunindo força física, velocidade, explosão e enorme capacidade de finalização, especialmente pelo alto.

    Ao seu lado, Ødegaard exerce papel decisivo na construção das jogadas. O camisa 10 é responsável por controlar o ritmo da equipe, distribuindo passes, organizando o meio-campo e criando espaços para os companheiros.

    Nem mesmo a seleção norueguesa de 1998, que derrotou o Brasil de Ronaldo na fase de grupos da Copa da França, despertava tamanho reconhecimento internacional quanto a equipe atual.

  • Brazil v Japan: Round Of 32 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    A oportunidade de mudar o final da história

    O caminho da seleção nesta Copa pouco lembra os das campanhas de 2018 e 2022. Ainda assim, o adversário de domingo inevitavelmente desperta as recordações das eliminações recentes.

    A geração muda, os protagonistas são diferentes, mas o desafio permanece o mesmo: impedir que mais uma seleção europeia em seu auge encerre o sonho brasileiro.

    Para Carlo Ancelotti, a partida representa mais do que a disputa por uma vaga nas quartas de final. É a oportunidade de mostrar que o Brasil aprendeu com os capítulos anteriores e que, desta vez, o roteiro pode finalmente ganhar um desfecho diferente.