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Quem é melhor para o Brasil na Copa do Mundo? Veja o histórico contra Costa do Marfim e Noruega

O Brasil já está nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Depois de vencer o Japão por 2 a 1, de virada, a equipe de Carlo Ancelotti agora espera o vencedor do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, que se enfrentam nesta terça-feira (30), às 14h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Arlington.

Os dois possíveis adversários já cruzaram o caminho da seleção em Mundiais, mas com históricos completamente diferentes. Enquanto os marfinenses jamais venceram o Brasil, a Noruega segue como a única seleção que nunca foi derrotada pela Amarelinha em confrontos oficiais.

Quem avançar encara a seleção brasileira no próximo domingo (5), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, por uma vaga nas quartas de final.

  • Germany v Cote D'Ivoire: Group E - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Costa do Marfim: histórico favorável e nova geração em ascensão

    O retrospecto contra a Costa do Marfim é curto, mas perfeito para o Brasil. O único duelo aconteceu na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando a seleção venceu por 3 a 1, com dois gols de Luis Fabiano e um de Elano. Drogba descontou para os africanos.

    Agora, porém, o cenário é diferente. A atual geração marfinense chega embalada e tem em Yan Diomandé sua principal referência.

    A Costa do Marfim terminou em segundo lugar do Grupo E, com seis pontos, atrás apenas da Alemanha. A equipe venceu Equador e Curaçao e fez jogo duro diante dos alemães antes de avançar ao mata-mata.

    Diomandé, de apenas 19 anos, é uma das revelações da Copa. O atacante vive negociação para reforçar o Paris Saint-Germain e chama atenção pela velocidade, capacidade no drible e agressividade nos duelos individuais.

    Atuando preferencialmente pelo lado esquerdo do ataque, ele costuma atacar justamente o setor direito da defesa adversária, faixa ocupada por Danilo, que chega às oitavas pendurado com cartão amarelo.

    Além da força pelos lados, os africanos apostam em transições rápidas sempre que recuperam a bola. Por outro lado, deixam espaços entre as linhas e costumam sofrer quando pressionados no próprio campo, cenário que favorece jogadores como Vinicius Jr., Rayan e Matheus Cunha.

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  • Iraq v Norway: Group I - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Noruega: tabu histórico e craques perigosos

    Se o adversário for a Noruega, o desafio será bem diferente. Os europeus carregam um retrospecto histórico extremamente favorável. Em quatro confrontos contra a seleção, nunca perderam.

    Foram dois empates por 1 a 1, em 1988 e 2006, uma vitória por 4 a 2 em amistoso, em 1997, e o duelo mais marcante: a vitória por 2 a 1 na Copa do Mundo de 1998, quando Tore André Flo e Rekdal, de pênalti, viraram sobre o Brasil, atual campeão na época.

    Nessa Copa, a Noruega terminou em segundo lugar do Grupo I com seis pontos. Goleou o Iraque por 4 a 1, venceu Senegal por 3 a 2 e perdeu para a França utilizando uma equipe alternativa após já garantir a classificação.

    O principal nome segue sendo Erling Haaland. O atacante chega ao mata-mata como uma das estrelas do torneio e forma dupla de alto nível com Martin Odegaard, responsável por organizar praticamente todas as ações ofensivas da equipe.

    Enquanto Haaland oferece força física, profundidade e enorme poder de finalização, Odegaard controla o ritmo do jogo, encontra passes entre linhas e acelera as transições ofensivas.

    A movimentação do meia pode explorar justamente uma região em que a seleção sofreu diante do Japão. Casemiro, que também está pendurado, teve dificuldades em algumas transições defensivas e precisará de atenção redobrada caso enfrente os noruegueses.

  • Brazil v Japan: Round Of 32 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    O que preocupa mais a seleção?

    Independentemente do adversário, o Brasil terá desafios distintos.Contra a Costa do Marfim, o foco estará em controlar a velocidade de Yan Diomandé e impedir os contra-ataques pelos lados. Já diante da Noruega, o trabalho passa por neutralizar Odegaard na construção das jogadas e limitar o número de bolas que chegam a Haaland dentro da área.

    Em compensação, ambos os rivais apresentam fragilidades defensivas que podem favorecer o estilo da seleção de Carlo Ancelotti, principalmente com Vinicius Jr. vivendo grande fase, Bruno Guimarães comandando o meio-campo e Matheus Cunha em alta no ataque.

    Seja contra africanos ou noruegueses, o Brasil chega às oitavas como favorito, mas sabendo que qualquer caminho exigirá atenção máxima para seguir vivo na busca pela sexta estrela.

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