Edílson da Silva Ferreira, o famoso Edílson “Capetinha”, é um dos nomes mais lembrados da seleção brasileira que conquistou o pentacampeonato mundial na Copa do Mundo de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão. Embora não fosse uma das grandes estrelas como Ronaldo, Rivaldo Roberto Carlos ou Ronaldinho Gaúcho, Edílson teve um papel importante no elenco liderado por Luiz Felipe Scolari, participando ativamente da campanha que consagrou o Brasil como campeão mundial pela quinta vez.
AFPQuantos jogos e gols Edílson Capetinha fez na Copa do Mundo de 2002, conquistada pelo Brasil
AFPA Copa do Mundo de 2002
A Copa do Mundo de 2002 marcou a primeira edição do torneio a ser disputada em dois países simultaneamente, Coreia do Sul e Japão, e consolidou o Brasil como a maior potência do futebol mundial, conquistando o título pela quinta vez. A equipe canarinho, comandada por Felipão, tinha um elenco repleto de talentos: Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Cafu e muitos outros craques. Edílson fazia parte desse grupo e vestiu a camisa número 20 ao longo da competição.
Na final, o Brasil venceu a Alemanha por 2 a 0 com dois gols de Ronaldo Fenômeno. O goleiro Oliver Kahn ficou muito marcado por falhar em um dos gols, logo após ter sido eleito o melhor jogador da competição, dias antes da partida.
Getty Images SportComo foi o desempenho de Edílson no mundial?
Durante a Copa do Mundo de 2002, de sete partidas da seleção brasileira, Edílson participou de quatro, incluindo partidas da fase de grupos e das fases finais.
Brasil 4 x 0 China (Fase de Grupos): Edílson entrou em campo como substituto aos 72 minutos. Sem muito brilho e com poucas oportunidades, apenas deu sequência ao plano tático de Felipão no jogo.
Brasil 5 x 2 Costa Rica (Fase de Grupos): Nesta partida, ele começou de titular, explorando sua velocidade e capacidade de ataque pelas laterais. Deixou o campo com 57 minutos após dar uma assistência para o primeiro gol de Ronaldo na partida.
Brasil 2 x 1 Inglaterra (Quartas de Final): Edílson entrou como substituto aos 70 minutos, no momento onde o Brasil já estava com um jogador a menos e precisava administrar a vantagem.
Brasil 1 x 0 Turquia (Semifinal): Em um dos jogos mais difíceis e disputados da campanha, ele foi titular novamente e atuou com muita intensidade até ser substituído aos 75 minutos.
Apesar de sua participação ativa nas partidas, seu desempenho não se traduziu em gols no mundial. Edílson saiu da Copa do Mundo com quatro jogos, nenhum gol e uma assistência.
A importância de Edílson no título
Embora Edílson não tenha balançado as redes na Copa de 2002, sua importância vai além dos números de gols. Conhecido por sua velocidade, dribles e presença ofensiva pelos lados, ele foi utilizado tanto como arma de profundidade quanto como alternativa tática em confrontos específicos.
Na vitória por 5 a 2 sobre a Costa Rica, por exemplo, sua atuação como titular ajudou o Brasil a manter pressão constante no ataque, em uma das partidas mais ofensivas da campanha.
Edílson também foi lembrado por sua capacidade de movimentação e por forçar os zagueiros adversários a recuarem, criando espaço para companheiros como Rivaldo e Ronaldo. Esse tipo de contribuição, embora não tão visível quanto gols ou assistências, é fundamental em campanhas de Copa do Mundo.
Getty Images SportConsagração e legado
Ao final da Copa do Mundo de 2002, Edílson saiu como pentacampeão mundial, sendo um dos poucos jogadores brasileiros a conquistar esse feito com a camisa da seleção. Mesmo sem marcar gols no torneio, sua participação em quatro das partidas da campanha é um testemunho da confiança do treinador e da utilidade do atacante dentro de um elenco campeão.
Na memória dos fãs de futebol, ele permanece como um personagem carismático e relevante daquele time histórico. Um jogador que, com sua personalidade e estilo, ajudou o Brasil a reconquistar o topo do mundo após o vice-campeonato em 1998.
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