A insatisfação aumentou no início de setembro, quando o São Paulo também atrasou os salários registrados em carteira. Até então, os problemas estavam concentrados principalmente nos direitos de imagem e nos valores negociados anteriormente.
O pagamento foi posteriormente regularizado. Conforme informou o ge em 11 de setembro, os salários referentes a agosto foram quitados com três dias de atraso.
Mesmo com a regularização, o episódio teve impacto no ambiente interno. Ainda segundo a apuração do veículo, as lideranças do elenco chegaram a oferecer auxílio financeiro aos companheiros que eventualmente precisassem de ajuda diante dos atrasos.
A estratégia dos jogadores, nos dias que antecederam o confronto com o Boca Juniors, foi separar as questões administrativas da preparação para a partida. Nas conversas internas, o elenco tratou da necessidade de deixar os problemas fora de campo para concentrar esforços na tentativa de reverter a desvantagem e avançar à semifinal da Sul-Americana.
A eliminação, entretanto, acabou trazendo novamente o tema para o centro das atenções. Na saída do gramado, Luciano falou abertamente sobre a situação e afirmou que os jogadores também se ajudam entre si.
"São oito anos que estou aqui, nunca recebi salário em dia aqui. Muitos jogadores que vêm para o São Paulo vêm porque querem vestir a camisa, porque querem estar aqui. Eu quero estar aqui. A gente ajuda quem a gente precisa. A gente tentou deixar os problemas fora de campo para focar no Boca", disse o atacante.